LOGINBianca viu Adrian ser levado embora, e a satisfação em seu rosto congelou.Só então entrou em pânico. Ela se arrastou até os pés de Leonardo e bateu a testa no chão sem parar, até o sangue escorrer.— Sr. Leonardo, por favor, me poupe! Eu errei!— Nunca mais vou fazer isso. Nunca mais vou machucar a Srta. Selena!Leonardo baixou os olhos para ela.Seu olhar era frio até os ossos, sem a menor piedade.— Quando você a machucou, pensou no preço que pagaria?— Nem a sua vida compensa a dor do filho que ela perdeu.Ele ergueu o queixo para os soldados, a voz gelada.— Levem-na.Bianca se apavorou. Debateu-se, chorou, gritou.— Não! Eu não quero ir! Por favor, me soltem!Os soldados não se comoveram.Eles a ergueram à força e a arrastaram dali.Mais tarde, ouvi dizer que, no primeiro dia no campo de punição mais cruel da Máfia, Bianca perdeu o bebê.Ali não existia dignidade. Não existia liberdade. Só uma tortura sem fim.Todo o orgulho dela, todos os seus cálculos, se desfizeram dia após di
Bianca fez uma pausa. Então sorriu, triunfante.— Porque você também matou o filho dela.— Filho?Adrian estremeceu. Suas pupilas se contraíram.Ele virou o rosto para mim de repente, os olhos tomados por choque e incredulidade.— Nós... tivemos um filho?Ao ouvir aquela palavra, meus olhos arderam.Mas não respondi. Apenas o encarei com frieza. O silêncio era a resposta mais cruel.Adrian entendeu, no mesmo instante, que Bianca dizia a verdade.Seu corpo começou a tremer. O rosto ficou branco como o de um morto.Ele recuou vários passos, a voz trêmula, agarrada ao último fio de negação.— Você está mentindo, não está?Bianca caiu na gargalhada. O som era agudo, cortante, horrível no silêncio da noite.Ela ergueu a cabeça e cravou os olhos em mim como uma cobra.— Você esqueceu?— Ela sofreu um acidente de carro. Foi esse acidente que tirou o filho dela.— Naquele dia, ela carregava seu filho no ventre. Menos de três meses.— Ela ligou para você tantas vezes, pedindo socorro. Mas você
Baixei os olhos e observei aquelas pessoas tremendo no chão.Minha voz saiu calma.— Vocês não desprezam tanto os empregados?— Então vão descobrir, na própria pele, como é servir aos outros.Para aquele bando de herdeiros mimados, aquilo era uma humilhação.Mesmo assim, ninguém ousou resistir.Assim que terminei, Leonardo sorriu em aprovação. Havia carinho em seus olhos, e sua voz veio baixa, suave.— Como você quiser.Os soldados os arrastaram para fora do salão. Adrian, ainda inconsciente, também foi levado.A confusão no salão pouco a pouco se dissipou.As luzes se acenderam de novo. A música delicada do piano voltou a preencher o ambiente. Os convidados se aproximaram para me felicitar, como se nada acabasse de acontecer.Aquela era a minha festa de aniversário.Meus pais, que me amavam, celebravam minha volta.Meu noivo ficava ao meu lado, me sustentando diante de todos.Sorri e recebi uma bênção após a outra.Foi o aniversário mais feliz que vivi desde que nasci.Quando a festa
Quando terminei de falar, o rosto de Adrian perdeu toda a cor.Suas pupilas se contraíram. O ombro ferido tremeu de leve, e o sangue começou a escorrer com mais força.A culpa transbordava em seus olhos, misturada a uma dor incrédula, quase ofendida.— Amor, não faz isso. — A voz dele tremeu.Era como se aquele tratamento distante fosse mais insuportável do que o tiro.Um de seus homens avançou às pressas, a testa franzida, o tom urgente.— Don, chega. Esse ferimento no ombro não pode esperar. Precisa ser tratado agora.Adrian o afastou com um gesto brusco, com uma força surpreendente.Cambaleou um passo, mas manteve os olhos presos em mim. A voz saiu rouca.— Então você já sabia quem era de verdade e mesmo assim escondeu de mim?— Você desconfiava tanto assim de mim?Antes que o eco da pergunta morresse, minha mãe deu um passo à frente. O olhar dela era gelo puro, e a voz veio afiada.— Adrian, você ainda se acha no direito de questionar minha filha?— Eu já descobri tudo o que você f
O tiro explodiu de repente. O som agudo rasgou o caos do salão.Ninguém esperava aquilo.Meu corpo inteiro endureceu. Minha mente ficou branca.Então vi uma sombra se colocar diante de mim.Era Adrian.O disparo acertou seu ombro, e o sangue encharcou sua camisa num instante.Ele soltou um gemido baixo. O corpo oscilou, mas Adrian permaneceu ali, me protegendo com o próprio corpo.Ao mesmo tempo, uma figura alta surgiu das sombras e me puxou para seus braços.O abraço era amplo, quente, envolto por um leve aroma de cedro. Aquela presença afastou o pânico que se espalhava dentro de mim.Levantei os olhos e encontrei um rosto bonito demais para passar despercebido.Era um homem de charme perigoso.Não sei havia quanto tempo me observava em silêncio.Mas, quando me viu em perigo, não hesitou.Meu pai e minha mãe ficaram pálidos de susto. Vieram até mim às pressas e seguraram minha mão com força.— Minha filha, você se machucou? — Minha mãe perguntou, a voz trêmula.Meu pai também franziu
O salão explodiu em murmúrios.O número de espectadores na live disparou. Ninguém queria perder aquele espetáculo.[Afinal, ela era uma impostora. Por isso tentou incriminar a senhorita Selena. Devia estar com medo de ser desmascarada.][Que nojo. Bancava a frágil inocente e, por trás, fazia uma coisa dessas.][Antes achei que Selena era ingrata. Agora ficou claro: Bianca armou tudo.]Cada comentário caía sobre Bianca como uma agulha.Ela se levantou num salto, os olhos vermelhos, e gritou:— Calem a boca! Calem todos a boca! Selena deve ter enganado meus pais. Como eu poderia ser uma impostora?Sua voz saiu aguda, estridente, mas não conseguiu abafar os murmúrios.Meu pai franziu a testa, o rosto frio, e ergueu o queixo para os soldados atrás dele.— Tragam a mulher.Pouco depois, dois soldados entraram conduzindo uma mulher simples, marcada pelo tempo.Os cabelos dela já grisalhavam. A roupa era velha. O olhar carregava constrangimento e medo.Meu pai apontou para ela e falou com dur
Ele ficou imóvel por um instante. Depois, arrancou o celular da minha mão.— Não é o que você está pensando.A mandíbula dele se contraiu. Por trás daqueles olhos azul-escuros que tantas vezes me fizeram cair, alguma coisa já se movia, fria e calculada.Adrian começava a inventar.— Ela é a herdeira
Com as mãos tremendo, abri a foto e ampliei a imagem pouco a pouco.A cicatriz atravessava o dorso da mão dele, brutal, impossível de ignorar.Em noites sem fim, beijei aquela marca no escuro, com lágrimas nos olhos, convencida de que ela era a prova do amor de Adrian por mim.Agora, parecia uma lâm
A amiga dela avançou de repente e tentou me agarrar.Segurei seu pulso e a empurrei para longe.— Com que direito você me chama de ladra?No mesmo instante, a live explodiu em ataques.[Quem não deve não se defende tanto.][Olha a cara dela.][Que nojo!]Os convidados cochichavam por trás das taças
Durante aqueles três dias, Bianca anunciou sua felicidade ao mundo inteiro.No primeiro dia, publicou um vídeo nas redes sociais.Adrian aparecia na cozinha, atrapalhado, preparando uma sopa para ela.Bianca se encostava nele, com um sorriso doce a ponto de dar enjoo.Na legenda, escreveu:[Ele está






