LOGIN«Mas eu, Denovon Rowland, preciso de uma esposa.» O coração de Emily deu um salto. «Não quero ir a mais nenhum encontro às cegas», disse ele, com voz firme e segura. «Por isso, se estiveres disposta...» Ele inclinou-se ligeiramente, baixando o tom de voz o suficiente para que ela sentisse que o mundo tinha parado. «Vamos casar.» Emily suspirou baixinho, atordoada. «Prometo que não ficarás em desvantagem», acrescentou ele, gentilmente. Isso atingiu-a mais fortemente do que qualquer insulto ou traição que tivesse enfrentado. Isto… isto não era algo que ela esperasse. Não hoje. Não vindo dele. Os seus lábios abriram-se, mas nenhum som saiu. Ela estava paralisada. Denovon reparou. Ele deu-lhe um pequeno sorriso... confiante, calmo e seguro. «Dormi sobre o assunto», disse ele. «Estarei à espera da tua resposta.» E, assim sem mais nem menos, ele virou-se Traída pela família, pelo noivo e deixada sem nada. Emily Carter tinha perdido tudo. Até que Denovon Rowland, o frio CEO bilionário, lhe propôs um acordo: o nome dele em troca do silêncio dela. Agora, como sua esposa, ela não está apenas a sobreviver — está a recuperar tudo o que lhe roubaram. E desta vez, ela é intocável
View MoreEmily segurava a pequena sacola branca de medicamentos nas mãos enquanto saíam do hospital. O sol do fim da manhã banhava o mundo com uma luz dourada, quente e suave, como se a própria natureza quisesse compartilhar da felicidade deles.Denovon caminhava ao lado dela, segurando firmemente sua mão, seu corpo alto protegendo-a da leve brisa. Ele abriu a porta do carro para ela, ajudando-a cuidadosamente a entrar, como se ela estivesse carregando algo precioso demais para correr o risco do menor tropeço.Dentro do carro, Emily baixou o olhar para a sacola, sentindo o coração ainda palpitar. Vitaminas, orientações para repouso e uma lista de alimentos saudáveis recomendados pelo médico... tudo isso fazia a realidade se tornar ainda mais concreta. Ela estava realmente grávida. Uma vida estava florescendo silenciosamente dentro dela e, desta vez, era realmente sua carne e seu sangue.Ela virou o rosto para olhar para Denovon. Seu rosto estava calmo, mas seus olhos brilhavam com uma luz que
— Vista isto, está um pouco frio lá fora —disse Denovon, com a voz calma, mas firme, enquanto estendia um casaco para Emily.Emily ergueu os olhos para ele com seu olhar suave e fez um biquinho.— Mas eu não estou com frio —murmurou, quase como uma criança tentando escapar de algo que não queria fazer.As sobrancelhas de Denovon se franziram levemente, e seu tom não deixava espaço para discussão.— Eu disse lá fora. Você vai sentir frio quando sairmos de casa.Sem esperar que ela voltasse a argumentar, ele se inclinou para perto e, gentilmente, mas com firmeza, colocou o casaco sobre seus ombros. Seu toque era cuidadoso, seus movimentos protetores, como se ela fosse algo frágil que precisava ser protegido.— Vamos descer e tomar nosso café da manhã antes de sairmos —acrescentou, ajustando o casaco corretamente ao redor dela.Emily abaixou o olhar, mordendo o lábio nervosamente.— Eu já disse que vou ao hospital sozinha. Você deveria apenas ir trabalhar.Sua voz era suave, quase suplic
Vivienne mal havia se afastado de Serena quando seus passos congelaram. A apenas alguns metros de distância, Leo estava encostado despreocupadamente em seu carro preto, com as mãos casualmente enfiadas nos bolsos, como se estivesse esperando por ela.Seus olhos se arregalaram de surpresa. Seu coração falhou uma batida. Ela não esperava vê-lo ali, não depois do encontro tenso que acabara de ter com Serena. E, pela forma como o olhar dele passou por cima de seu ombro, ficou claro que ele também havia visto Serena.— Por que você ainda está parada aí? —perguntou Leo, com a voz calma, mas carregada de curiosidade. Ele arqueou levemente uma sobrancelha antes que seus olhos atentos se movessem para trás dela, pousando sobre Serena, que permanecia imóvel, olhando para os dois.Vivienne engoliu em seco e caminhou rapidamente até ele.— Você não me disse que viria —disse baixinho, sua voz misturando alívio e nervosismo. Um pensamento atravessou sua mente... e se Serena não a tivesse parado alg
O expediente de Vivienne finalmente havia terminado. Ela saiu do hospital, cansada após um longo dia de trabalho, perguntando-se se deveria ligar para Leo para vê-lo ou simplesmente ir para casa descansar.Mas ela mal havia dado alguns passos para fora quando viu alguém parado ali, como se estivesse esperando por ela. Seus passos diminuíram, e uma expressão de desagrado surgiu em seu rosto.— Eu estava esperando por você —disse Serena seriamente. Seu rosto não demonstrava nenhum sorriso.— Por que estava me esperando? —perguntou Vivienne no mesmo tom frio. Ela não ficou nada feliz em vê-la.— Quero que nós conversemos —disse Serena com firmeza, cruzando os braços sobre o peito. Sua voz carregava um tom dominante.— Está bem —respondeu Vivienne simplesmente, com a voz no mesmo tom de Serena.Serena piscou, um pouco surpresa. Aquela não era a Vivienne que ela conhecia. A Vivienne que conhecia sempre fora calma, tímida, fácil de intimidar. Mas a mulher diante dela parecia diferente. As r
A viagem de carro decorreu em silêncio. Emily e Denovon estavam sentados no banco de trás, ambos a olhar pela janela enquanto o motorista fazia curvas suaves pelas ruas da cidade. Não havia qualquer constrangimento — apenas silêncio, daquele tipo que não precisava de ser preenchido com palavras.
Quando Emily entrou no restaurante, ouvia-se ao fundo o som suave de música clássica. Os seus olhos percorreram o local e foi então que o viu. Um homem alto estava de pé junto à grande janela, com uma mão no bolso e a outra a segurar um telefone junto ao ouvido. Vestia um fato escuro que lhe ass
Dito isto, virou-se e subiu as escadas. As pernas pesavam-lhe, mas estava decidida. Entrou no seu quarto — o mesmo quarto onde chorara, sonhara e trabalhara arduamente. Sem perder tempo, pegou numa mala e começou a fazer as malas. Apenas a roupa de que precisava, os seus documentos e o pouco din
O quarto estava silencioso quando Emily voltou a abrir os olhos lentamente. A cabeça latejava-lhe. O corpo doía-lhe. A luz forte acima dela fez-lhe apertar os olhos. Por um momento, não se lembrou de onde estava — até que tudo lhe voltou à memória. Charles. Julie. As mentiras. O bebé. Todos s






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