De Esposa Ignorada a Mulher de um Magnata

De Esposa Ignorada a Mulher de um Magnata

By:  Marina CamposUpdated just now
Language: Portuguese
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Depois de dois anos sendo deixada de lado, Laís Jardim encontrou um preservativo feminino debaixo da cama do quarto principal. Foi naquele momento que ela entendeu, não era esposa de Yuri Henriques, mas a terceira pessoa entre ele e Cíntia Sales. O tio dela estava gravemente doente, e tudo o que ela pediu foi um remédio. Ele disse que tudo bem, depois jogou o assunto para a secretária. A secretária deu a Laís um remédio falso. No momento mais crítico, um visitante inesperado apareceu no quarto do hospital. O homem tinha uma aparência impecável e uma presença nobre, e se apresentou como amigo do primo dela. Mas Laís conhecia todos os amigos do primo, menos ele. Ele a acompanhou para procurar o remédio e fez com que ela não precisasse mais abaixar a cabeça para implorar a ninguém. Na noite do temporal, o prédio inteiro estava sendo tomado pela água. Ele a tirou da enchente nos braços, e a primeira coisa que disse foi: — Não tenha medo. Eu estou aqui. Tudo o que ele dizia sobre o futuro passou a ter um único nome: Laís. Ela não entendia por que um homem como ele, tão inalcançável, ficava ao lado dela como uma sombra. Laís perguntou a Vasco Saldanha: — O que você quer, afinal? Vasco arqueou a sobrancelha. — Quero que você passeie com o cachorro comigo todos os dias. Não pode faltar nem um dia. No dia do divórcio, quando ela saiu do cartório, ele estava esperando na entrada, segurando a guia do cachorro. Naquele instante, ela se lembrou de repente. No ensino médio, toda vez que ela ia procurar o primo, sempre havia um garoto frio, de máscara, parado ao longe. Ela achava que ele a odiava. Só agora ela entendeu... Ele não tinha coragem de olhar para ela. Tinha medo de que, com um único olhar, não conseguisse mais esconder o que sentia.

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Chapter 1

CAPÍTULO 1

"Contagem regressiva para o aniversário do meu amor: 7 dias."

A tela do celular se acendeu por um instante, e uma notificação apareceu.

Laís Jardim estava segurando uma caixa grande de papelão e procurando pela casa inteira um lugar para esconder aquilo.

Era o presente de aniversário que ela tinha mandado fazer com dois meses de antecedência. Ela queria fazer uma surpresa para Yuri Henriques.

Laís se deitou no chão e olhou para debaixo da cama do quarto principal.

No canto debaixo da cama, havia uma pequena cápsula branca.

Laís estendeu a mão, puxou a cápsula para fora e a colocou na palma. Era muito pequena, um pouco menor que uma cápsula de remédio para gripe. A superfície era lisa, sem nenhuma inscrição.

Ela virou a cápsula de um lado para o outro por um bom tempo, mas nunca tinha visto algo daquele tipo.

Pegou o celular, tirou uma foto da cápsula e abriu o reconhecimento de imagem por IA.

No momento em que o resultado apareceu, ela ficou parada.

"Cápsula contraceptiva feminina de uso externo. Contém espermicida e pode substituir o preservativo."

Laís ficou olhando para aquelas linhas, sem reação, com a mente vazia.

Ela nunca tinha comprado uma coisa daquelas.

Em dois anos de casamento, ela nem sequer tinha tido uma vida íntima de casal.

Yuri passava os dias trabalhando ou viajando a trabalho. Quando voltava para casa, também parecia sempre exausto e nem encostava nela.

Laís apertou a cápsula na mão e ficou atordoada por muito tempo, sem saber o que estava pensando.

O celular tocou de repente e a trouxe de volta à realidade.

Do outro lado da linha, Solange Mendes chorava:

— Laís! Venha para o hospital agora! Seu tio desmaiou! O médico disse que precisam socorrer ele imediatamente!

...

Do lado de fora da sala de cirurgia do Hospital Santa Inês, ligado ao Grupo Henriques.

— Família de Leonel Jardim! A família de Leonel Jardim está aqui?

A voz da enfermeira veio do fim do corredor, aguda e urgente.

Laís correu até ela.

— Estou aqui. Eu estou aqui.

— O paciente tem câncer de pâncreas, e o quadro é grave. Ele precisa passar por cirurgia imediatamente. — A enfermeira entregou uma folha. — Este é o termo de consentimento da cirurgia. A família precisa assinar.

Um zumbido cortou a cabeça de Laís.

Como estudante de medicina, ela sabia muito bem que o câncer de pâncreas era um dos tipos mais agressivos da doença. No início, quase não há sinais claros, e cerca de 80% dos pacientes só descobrem a doença quando ela já está em estágio intermediário ou avançado.

Aos 12 anos, quando os pais morreram em um acidente, também tinha sido uma folha de papel.

Ela era pequena demais, mal conseguia escrever o próprio nome.

Naquele dia, foi o tio quem assinou aquela folha por ela.

Depois de assinar, o tio a pegou no colo e disse:

— Não tenha medo, Laís. Eu estou aqui.

Laís tentou várias vezes, mas a mão tremia demais. Ela não conseguia assinar.

Ela pegou o celular e abriu o número de Yuri.

O telefone chamou por muito tempo. Por fim, ele atendeu.

— O que foi? — A voz de Yuri era fria, como se ela não devesse ligar para incomodar.

Do outro lado, o som de fundo era muito barulhento. Havia vozes, música e também...

Fogos de artifício? Abafados, um atrás do outro.

— Meu tio está sendo socorrido. É câncer de pâncreas. Você pode vir? Eu estou sozinha...

— Estou viajando.

Duas palavras, secas e diretas.

— Mande Sandro ir.

— Sandro não está na Cidade H. Ele...

— Então resolva sozinha. — O tom dele já estava impaciente. — Eu não posso sair daqui.

A ligação caiu. O som de linha encerrada continuou no ouvido.

Laís segurou o celular e ficou parada no corredor.

Na área de espera ao lado, alguém tinha deixado a televisão ligada. Estava passando o noticiário.

"Em comemoração aos cem anos de abertura da Cidade G, a apresentação de fogos acontece neste momento sobre o Porto Vitória..."

Ela ergueu a cabeça. Na tela da televisão, o céu noturno sobre o Porto Vitória estava iluminado pelos fogos.

A imagem passou pelo mirante, cheio de gente.

De repente, a câmera se aproximou.

Um homem e uma mulher estavam parados junto à grade, com os fogos explodindo acima deles.

O homem usava um casaco cinza-escuro e estava lado a lado com uma mulher de costas para a câmera, com uma silhueta bonita. Os dois olhavam para os fogos.

Aquele homem era Yuri Henriques. O marido dela.

A mulher ao lado dele era Cíntia Sales, o primeiro amor dele.

A "viagem a trabalho" dele era acompanhar Cíntia até a Cidade G para ver os fogos.

Laís ficou olhando para a tela, imóvel.

Ele abraçava outra mulher sob os fogos, diante do mundo inteiro.

— Responsável! Assine! — A enfermeira saiu de novo.

Laís baixou os olhos para o termo de consentimento. A mão ainda tremia.

Com a mão esquerda, segurou o pulso direito e conteve aquele maldito tremor. Então terminou de assinar.

A assinatura ainda saiu torta, mas dava para reconhecer.

...

Três dias depois, na sala do Dr. Lopes.

— O quadro do Sr. Leonel não está respondendo muito bem aos protocolos padrão disponíveis aqui.

Dr. Lopes fez uma pausa.

— No País A, um remédio novo foi lançado no ano passado. Os dados clínicos são muito bons. Ouvi dizer que até o presidente de lá está usando. Mas é preciso ter contatos para conseguir.

No meio da fala dele, os dedos de Laís se apertaram.

Dr. Lopes falou com um certo respeito:

— Sra. Laís, o Sr. Yuri deve conseguir esse remédio, não é?

Sandro Jardim franziu a testa ao lado.

Laís assentiu, com a voz muito baixa:

— Sim. Vou falar com ele.

— Ótimo, ótimo. Com o Sr. Yuri cuidando disso, com certeza não vai ter problema.

Laís saiu da sala. A porta se fechou atrás dela, mas não completamente.

— Doutor, por que o senhor disse que ela poderia conseguir esse remédio? — A voz do assistente escapou pela fresta.

— Você não sabe quem ela é? É a esposa do herdeiro da família Henriques, a esposa do Sr. Yuri.

— Tão nova? Então por que o tio dela está em um quarto comum?

— Psiu. — O médico baixou a voz. — Assunto de família rica. Não se meta.

Sandro parou de andar e segurou Laís pelo braço.

— Laís, eu não quero ver você abaixar a cabeça e pedir favor a ele.

— Sandro. — Laís sorriu. — Que pedir favor o quê? Ele é meu marido.

Sandro olhou para ela.

— Sandro, vai ver o tio primeiro. Eu vou fazer uma ligação.

Laís foi até a área comum para ligar para Yuri. Assim que pegou o celular, ficou parada.

Ela estava no mezanino aberto do segundo andar, de frente para a entrada da ala de internação no primeiro andar. Ali, um Bentley preto acabava de parar.

Alguns diretores administrativos de terno esperavam na porta. Um deles até correu para abrir a porta do carro.

Um homem e uma mulher desceram do carro. O homem era bonito de um jeito raro, com um rosto de cinema e um ar sofisticado.

O rosto bonito da mulher tinha um toque de doença, o que a deixava ainda mais frágil.

Yuri amparava Cíntia com cuidado. Ela parecia doente, e ele atravessou o saguão do primeiro andar com passos rápidos, depois entrou no elevador panorâmico.

O elevador parou no andar da ala VIP.

Laís entrou em outro elevador e apertou o mesmo andar que eles.

Os números subiam um a um.

A ala VIP era muito silenciosa. O carpete era grosso, e os passos não faziam som.

A porta de um quarto estava encostada, e vozes vinham de dentro.

Pela fresta, Laís viu Yuri se ocupar de uma coisa atrás da outra ao lado da cama, sem nenhum sinal daquela frieza de presidente bilionário.

Cíntia estava recostada na cabeceira e reclamou com doçura:

— Yuri, é só um resfriado com febre. Não precisa exagerar assim, né?

— Quando foi seu último check-up? Já que você está internada, aproveita e faz um exame completo. Eu fico com você.

Cíntia baixou os olhos, com os cantos dos lábios curvados.

Yuri entregou a ela o chocolate quente.

— Está morno. Não está quente demais.

Laís se lembrou de uma vez em que tinha conseguido, com muito custo, convencer Yuri a ir ao shopping com ela. Ela queria tomar chocolate quente, e ele a olhou com desprezo:

— Quantos anos você tem? Vai pedir chocolate quente?

Dentro do quarto, Yuri caminhou até um canto e pressionou com a mão a cama de acompanhante, onde mal cabia uma pessoa.

— Isso é cama de acompanhante? Vou dormir aqui hoje à noite.

— Não fica aqui a noite inteira comigo... Ela vai ficar chateada. — Cíntia disse, sem jeito.

— Eu disse a ela que estou viajando a trabalho esta noite.

O celular de Laís vibrou de repente.

Ela baixou os olhos e viu que, sem perceber, o dedo tinha tocado no botão de chamada.

O celular de Yuri tocou. Ele pegou o aparelho, olhou para a tela e desligou.

Cíntia disse em voz baixa:

— É ela te procurando? Volta para casa.

— Ela pode ter o quê de tão importante? — Yuri colocou o celular de volta no bolso. — É só uma criança querendo atenção.

— Criança?

— Foi a avó que enfiou ela na minha vida. Ela não entende nada. Não tenho assunto com ela.

Laís se virou e foi embora, anestesiada.

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Vivian
Vivian
História boa, espero que tenha atualizações
2026-07-03 21:30:18
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Marta Felix
Marta Felix
porfavor continue a bela história
2026-07-04 20:23:05
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