Pra mim, o pulo do gato em 'Ame-se' foi entender que autoestima não é sobre sempre se achar incrível, mas sobre respeitar seus limites. O autor mostra como comparações sociais nos deixam reféns — meu maior aprendizado foi criar 'âncoras emocionais', listando qualidades que independem de validação externa. Quando comecei a aplicar isso, percebi que minha autocrítica vinha de padrões impossíveis, não da realidade.
2026-01-28 22:08:06
5
Valeria
Fã de romances
Auxiliar
Lembro que peguei 'Ame-se' numa fase em que duvidava de cada escolha, como se meu cérebro fosse um tribunal 24 horas por dia. O livro tem um jeito prático de desmontar essa autocrítica exagerada, tipo quando fala sobre substituir pensamentos do tipo 'nunca vou conseguir' por 'vou tentar do meu jeito'. A parte sobre autocompaixão foi um soco no estômago (no bom sentido) — a gente trata os outros com paciência, mas se cobra perfeição.
Uma técnica que uso até hoje é a da 'carta para si mesmo', sugerida no capítulo 4. Escrever como se fosse consolar um amigo mudou minha perspectiva. E os exercícios de gratidão pelas pequenas conquistas? Parece clichê, mas registrar três coisas boas do dia fez minha mente parar de filtrar só os fracassos. O livro não promete milagres, mas dá ferramentas para você parar de ser o próprio algoz.
2026-01-29 21:31:20
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Pare de Chorar, Encontre a Felicidade
Eunice Loureiro
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No meu vigésimo aniversário, meus pais trouxeram fotos de herdeiros de todo o país e as colocaram diante de mim, pedindo que eu escolhesse alguém para um casamento arranjado.
Eu disse ao meu pai que queria decidir por sorteio.
Só porque, na vida passada, escolhi sem hesitar o cobiçado herdeiro de Cidade Lima, o ilustre Carlos Uchoa, de quem eu já gostava há tempos.
Mas só descobri depois do casamento que a primeira paixão dele ficou tão arrasada com isso que saiu para um bar, afogou as mágoas e acabou sendo abusada por uns marginais.
Ela tentou se suicidar três vezes, e Carlos colocou toda a culpa em mim.
Ele deu toda a fortuna da minha família para a primeira paixão dele, esvaziando completamente o patrimônio dos Lemos.
Por fim, ele ainda permitiu que ela cortasse o freio do carro, causando o acidente em que meus pais e eu morremos de forma trágica.
Ao renascer, desta vez acabei sorteando o herdeiro mais respeitado, distante e celibatário de Cidade Real, Francisco Costa.
Mas, na festa de noivado, quando eu, Estela Lemos, entrei de braço dado com Francisco, chamando toda a atenção, Carlos simplesmente perdeu o juízo.
Eu entrei no livro e virei a bela figurante sem importância.
E o meu irmão é o único homem normal da história, porque o papel dele é o de primeiro amor frio, abstinente e inalcançável que a protagonista jamais consegue conquistar.
Quando a protagonista chora e se declara para ele, ele está estudando.
Quando a protagonista quer se entregar de corpo e alma, ele está empreendendo.
Enquanto a protagonista se perde entre vários homens, ele já se tornou um magnata, com renda anual nas centenas de bilhões.
Eu achava que ele viveria uma vida inteira de pureza e autocontrole.
Até que, certa noite, vi ele segurando uma peça da minha roupa nas mãos, murmurando o meu nome em voz baixa...
Eu, Glória Gomes, morri no dia em que recebi o Prêmio de Ouro Global de Doutorado em Medicina.
Três horas após minha morte, meus pais, meu irmão mais velho e meu noivo voltaram para casa, logo depois de encerrarem a festa de dezesseis anos da minha irmã.
Enquanto minha irmã postava nas redes sociais uma foto de toda a família comemorando seu aniversário, eu estava deitada em uma poça de sangue no porão abafado, tentando usar a língua para deslizar pela tela do celular e fazer uma chamada de emergência.
Dos contatos de emergência, apenas meu noivo atendeu à minha ligação — o que significava que meus pais e meu irmão haviam bloqueado meu número.
Assim que atendeu, meu noivo disse apenas uma frase: — Glória, a festa de dezesseis anos da Ester é importante. Pare de tentar chamar nossa atenção com desculpas inúteis e de fazer birra!
Ele desligou o telefone, cortando também minha última esperança de vida. Meu coração parou de bater junto com o som da linha ocupada.
Foi a centésima vez que eles escolheram minha irmã, a centésima vez que me abandonaram e me decepcionaram, e também a última.
Deitada em meu próprio sangue, senti minha respiração cessar aos poucos...
Eles pensaram que, desta vez, eu estava novamente usando uma desculpa para fugir de casa e expressar minha insatisfação, que, se me dessem uma lição, eu voltaria obedientemente por conta própria, como nas 99 vezes anteriores.
Infelizmente, desta vez, isso não aconteceria.
Porque eu não saí de casa.
Eu estava o tempo todo deitada no porão...
À medida que as taxas de fertilidade humana continuavam caindo, o governo criou um sistema de emparelhamento entre humanos e seres ferais.
Foi assim que fiquei noiva dos irmãos Blackwood — dois lobisomens que nunca me quiseram.
Durante um ano inteiro, preparei café para os dois todas as manhãs. Adrian, o irmão mais velho, sempre mantinha distância, mas ainda assim pegava a caneca das minhas mãos e me agradecia baixinho.
Kieran, o mais novo, era puro temperamento e dentes afiados.
Ele gritava comigo, quebrava a caneca e agia como se eu fosse apenas um peso.
Eu dizia a mim mesma que aquilo era justo.
Se eu tratasse os dois da mesma forma, talvez um dia aquele vínculo arranjado começasse a parecer um lar.
Então minha melhor amiga percebeu tudo e perguntou:
— Você já pensou que tratar os dois igualmente talvez seja injusto com aquele que realmente é gentil com você?
Passei o dia inteiro pensando nisso.
Então, numa certa manhã, saí da cozinha carregando apenas uma única caneca.
Durante o banquete do festival, o príncipe herdeiro dispensou todas as suas concubinas por causa do seu grande amor.
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O sistema me avisou que, assim que este corpo morresse, eu poderia voltar para o meu mundo e reencontrar a minha verdadeira família.
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Eu e Gabriela competimos por uma vida inteira e, no final, tudo o que me restou foi um destino miserável, sem nada.
Nesta nova vida, decidi viver a minha própria história e, inesperadamente, encontrei um final feliz.
Lembro que peguei 'Você pode curar sua vida' numa fase em que duvidava de tudo que fazia. A forma como Louise Hay fala sobre autoperdão e aceitação me fez enxergar padrões que nem percebia. Aquele capítulo sobre espelhos? Revolucionário! Passava minutos repetindo afirmações positivas até acreditar nelas.
O livro não é só teoria; tem exercícios práticos que me ajudaram a criar rituais matinais. Trocar críticas por elogios mudou minha relação com o corpo. Hoje, quando a insegurança bate, releio os trechos sublinhados e lembro: minha voz interna define quem sou.
Lembro que quando peguei 'Apaixone-se por si mesmo' pela primeira vez, estava num momento de dúvidas sobre meu valor. O livro não chega com fórmulas mágicas, mas me fez encarar meus pensamentos autodestrutivos de frente. A parte sobre 'comparação é o roubo da alegria' mudou minha relação com redes sociais – parei de medir minha vida pelos highlights alheios.
O capítulo que mais me pegou foi o que fala de autocompaixão. A autora usa histórias reais (como a dela própria com transtorno alimentar) pra mostrar como a gente trata os outros com gentileza, mas se esfaqueia por erros bobos. Comecei a praticar os exercícios de escrita sugeridos e, aos poucos, minha voz interna parou de ser tão cruel. Não virou um conto de fadas, mas hoje consigo reconhecer quando estou sendo injusta comigo mesma.
Ler 'Pare de Se Odiar' foi como encontrar um amigo que me puxou de volta da beira do abismo quando eu mais precisava. O livro não oferece soluções mágicas, mas traz uma abordagem realista sobre como a autocompaixão pode transformar a relação que temos conosco mesmos. A autora, com uma linguagem acessível e cheia de exemplos cotidianos, mostra como pequenas mudanças de perspectiva — como tratar a si mesmo com a mesma gentileza que dedicamos a um amigo — podem desarmar a autocrítica excessiva. Uma das partes que mais me marcou foi a discussão sobre como rótulos internos ('sou incompetente', 'nunca vou conseguir') perpetuam ciclos de frustração, e como substituí-los por narrativas mais gentis abre espaço para o crescimento.
Outro ponto forte é a forma como o livro combina exercícios práticos com reflexões profundas. Tem um capítulo especialmente poderoso que me fez revisitar memórias antigas sob uma nova luz, entendendo como experiências passadas moldaram minha autopercepção. Aos poucos, fui percebendo padrões que nem sabia que existiam — como comparar meu 'pior momento' com o 'melhor momento dos outros' nas redes sociais. A obra não promete uma autoestima imediata, mas ensina a cultivar um terreno fértil onde ela pode brotar naturalmente. Desde que terminei a leitura, carrego comigo uma frase sublinhada a caneta: 'Autoestima não é sobre ser perfeito, mas sobre ser inteiro'. E essa ideia, simples mas revolucionária, tem me ajudado nos dias mais difíceis.
Lembro de pegar 'O Poder do Agora' durante uma fase difícil e aquilo me fez enxergar as coisas de um jeito diferente. A maneira como Eckhart Tolle fala sobre viver no presente me ajudou a parar de me comparar tanto com os outros e a valorizar minhas pequenas conquistas.
Livros assim funcionam como espelhos, sabe? Eles refletem partes da gente que a gente nem percebe. Quando li 'A Coragem de Ser Imperfeito', da Brené Brown, entendi que vulnerabilidade não é fraqueza. Foi como se alguém tivesse dado permissão pra eu ser humano, com erros e acertos. A autoestima cresce quando a gente para de lutar contra nós mesmos.
Lembro que peguei 'Você pode curar sua vida' numa fase em que me questionava muito sobre meu valor. A abordagem da Louise Hay sobre amor-próprio me fez encarar meus pensamentos negativos de frente. Ela ensina a substituir críticas por afirmações positivas, e isso virou um ritual matinal pra mim.
Uma coisa que mudou minha perspectiva foi o exercício de olhar no espelho e dizer 'eu te amo'. No começo, pareceu ridículo, mas com o tempo, percebi que minha relação comigo mesma melhorou. O livro não é só teoria; ele te convida a agir, e é nessa prática que a autoestima realmente cresce.