Como Surgiu A Comemoração Do Dia Das Crianças No Brasil?
2026-06-15 01:33:16
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RuiLopes
Bibliófilo
Jornalista
Quiz sur ton caractère ABO
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Odorat
Personnalité
Mode d’amour idéal
Désir secret
Ton côté obscur
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3 Réponses
Felix
Olhar leitor
Estudante
Nossa, essa pergunta me fez voltar no tempo! Cresci ouvindo que o Dia das Crianças tinha a ver com Nossa Senhora Aparecida, já que são comemorados no mesmo dia 12 de outubro. Mas a verdade é mais complexa. A data foi oficializada em 1924 pelo presidente Arthur Bernardes, inspirada no Congresso Sul-Americano da Criança que aconteceu no Rio três anos antes. Interessante como algo criado com boas intenções foi se transformando ao longo do tempo.
Os anos 1950 e 1960 foram decisivos. Com o baby boom pós-guerra e o crescimento da classe média, as empresas viram um filão. Lembro dos comerciais antigos da TV Tupi promovendo bonecas e carrinhos. Hoje, apesar do consumismo, ainda vejo projetos sociais usando a data pra arrecadar doações, o que mantém viva aquela essência inicial de cuidar da infância brasileira.
2026-06-16 09:52:27
12
Zoe
Resenhista
Comerciante
Lembro que quando era pequeno, sempre ficava animado com o Dia das Crianças, mas nunca parei pra pensar como essa data surgiu. Pesquisando um pouco, descobri que a ideia veio lá nos anos 1920, quando um deputado chamado Galdino do Valle Filhou propôs a criação do dia 12 de outubro como feriado dedicado às crianças. Na época, ele queria promover reflexão sobre os direitos dos pequenos, algo bem avançado pra época.
Mas o que realmente popularizou a data foi a estratégia de marketing nos anos 1960. A fábrica de brinquedos Estrela se juntou com a Johnson & Johnson e criou a 'Semana do Bebê Robusto', que depois virou a 'Semana da Criança'. Aí o comércio abraçou a ideia e transformou a data num fenômeno de consumo, com todo mundo correndo pra comprar presentes. Hoje em dia é difícil separar o lado comercial do original, mas ainda acho bonito quando escolas e famílias usam a data pra reforçar o valor da infância.
2026-06-17 11:45:57
3
Parker
Olhar leitor
Modelo
A história por trás dessa data é uma mistura curiosa de política e capitalismo. Tudo começou numa conferência internacional sobre proteção à infância em 1923, quando o Brasil decidiu criar um dia nacional. O legal é observar como a data mudou de significado conforme a sociedade evoluiu. Nos anos 70, com a ditadura, virou feriado religioso. Nos anos 90, com a globalização, absorveu elementos culturais de outros países. Agora temos black friday de brinquedos, festas temáticas e até influencers mirins fazendo unboxing de presentes. A essência? Acho que sobrevive nos olhos brilhantes das crianças quando ganham aquele presente especial, mesmo que simples.
2026-06-19 18:00:53
5
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No Natal, meus pais decidiram trabalhar para ganhar o salário triplicado, e mais uma vez me deixaram sozinha em casa.
Pensando nos últimos vinte anos, em que eles sempre fizeram isso, decidi que não queria passar mais uma noite fria e solitária. Peguei meu jantar natalino e fui procurá-los.
Mal sabia eu que aqueles pais, que sempre alegaram estar tentando ganhar um pouco mais de dinheiro, sairiam de um carro de luxo, rindo e abraçando um garoto da minha idade, e entrariam em um restaurante cinco estrelas.
— Vocês acham certo deixar Caroline sozinha em casa? — Perguntou o garoto.
Minha mãe respondeu com indiferença:
— Não tem problema, ela já está acostumada.
Meu pai, sem o menor peso na consciência, completou:
— Como ela poderia se comparar a você? Você é o verdadeiro tesouro dos nossos corações!
Virei as costas e fui embora. Eles fingiram ser pobres para enganar a mim, mas desta vez eu não quero mais a companhia deles!
Levei o meu filhote de três meses, Nico, para a alcateia do meu companheiro para o Festival da Lua.
A alcateia Blackwood vivia nas profundezas dos pinheirais do norte, escondida dos olhos humanos.
Margaret Bailey era a Luna da alcateia Blackwood, companheira do alfa já idoso que raramente saía de sua toca. A palavra dela era lei na grande cabana.
Enquanto o meu filhote dormia, a minha sobrinha, Raven Blackwood, e as amigas dela o carregaram até o segundo andar da grande cabana e o jogaram pela janela.
O meu bebê morreu bem na minha frente.
Eu perdi o juízo. Eu me transformei e tentei carregá-lo até o curandeiro da alcateia, mas já era tarde demais.
Ele se foi antes mesmo de chegarmos lá.
Como a minha sobrinha ainda era menor de idade perante as leis da alcateia, ela quase não sofreu consequências.
O Conselho ordenou que a família dela pagasse oitocentos mil dólares como compensação de sangue, mas a minha cunhada, Seraphine Stone, uivou e gritou, acusando-me de tentar destruir a linhagem deles.
Eu chorei até sentir como se o meu coração tivesse sido dilacerado por garras.
Tudo o que eu queria era justiça.
Mas o meu companheiro, Damien Blackwood, e a Luna, Margaret Bailey, apenas rosnaram para mim.
— A Raven também é só um filhote! Você vai mesmo destruir o futuro dela só porque o seu filho morreu?
Eu nunca tive a minha vingança.
No fim, o luto e o ódio me esvaziaram por dentro. Naquele inverno, eu morri de coração partido.
Quando abri os olhos novamente, estava de volta ao dia do Festival da Lua.
Desta vez, liguei imediatamente para a minha alcateia de origem e pedi que levassem o meu filho embora.
Mas, mesmo assim, a minha sobrinha ainda jogou um bebê da janela do andar de cima.
Os três irmãos Ribeiro, que sempre me trataram como a coisa mais preciosa de suas vidas, desapareceram justo quando eu estava sofrendo com um tumor cerebral maligno.
A cirurgia poderia me causar amnésia, e eu não queria esquecê-los, por isso liguei pedindo ajuda.
Mas, assim que atenderam, recebi uma enxurrada de repreensões:
— Inácia Lima, hoje é aniversário da Paula Sousa, você pode parar de causar problemas?
A dor me fez desmaiar. Quando acordei no hospital, vi uma mensagem que Paula havia me enviado.
"Inácia, os irmãos me deram três amuletos da sorte para me proteger."
Na foto, estavam os amuletos que eu mesma havia conseguido para os três, ajoelhada por sete horas na chuva, fazendo reverências a cada passo.
Eu finalmente perdi todas as esperanças. Fui sozinha para o exterior fazer a cirurgia e esquecê-los.
Até que, um dia, vi três homens estranhos ajoelhados na porta da minha casa, implorando desesperadamente pelo meu perdão.
Eu fui linchada na internet pelas minhas próprias funcionárias que eram mães.
Elas começaram a espalhar que a creche gratuita da empresa, feita especialmente para os filhos delas, era na verdade uma "prisão de crianças", um truque cruel para forçar horas extras.
O que elas não sabiam era que aquela creche foi o meu projeto mais caro e mais amado: eu importei equipamentos de ponta, contratei professores de fora do país, montei uma estrutura em que cada criança custava, em média, oito mil reais por mês.
Ainda assim, a internet inteira caiu matando em cima de mim, me chamando de palhaça, de hipócrita, de capitalista nojenta.
Foi aí que eu perdi a paciência e soltei um comunicado interno para todos os funcionários:
[Para atender ao desejo de autonomia das famílias na criação dos filhos, a empresa decidiu encerrar o serviço de creche gratuita. A partir de hoje, será substituído por um auxílio‑creche: funcionários que se encaixarem nos critérios receberão 200 reais por mês.]
Bastou o aviso ser enviado para o caos começar.
As mesmas mães que me xingavam estão agora em massa na porta da minha sala, implorando para eu não fechar a creche.
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Antes de completar dezoito anos, eu era a adorada princesa da família Moretti.
Tudo mudou no meu décimo oitavo aniversário, quando meu pai trouxe para casa uma garota órfã chamada Carina.
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A partir daquele momento, nada foi igual.
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E meu noivo... o amor dele por mim parecia se reduzir pela metade da noite para o dia.
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Depois de muito ser deixada de lado por Carina, finalmente desabei e segurei a manga do meu pai.
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— Saia.
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Eles achavam que eu me curvaria aos pés deles, como sempre fizera.
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Tirei o anel de noivado do dedo e o coloquei sobre a mesa.
Dei a Carina tudo aquilo que eles achavam que eu não merecia.
Afinal, eu tinha apenas mais vinte e quatro horas de vida.
Mas eles não faziam ideia, naquele momento, de que — em meio às ruínas da família Moretti — um dia se ajoelhariam na chuva implorando pelo meu retorno.
Antes que a cerimônia de noivado aconteça, meu noivo, Vincenzo Rizzi, faz um anúncio formal no convés de um navio cargueiro atracado no novo porto.
Aparentemente, minha meia-irmã mais nova, Sofia Russo, será sua esposa legítima.
Vincenzo envolve a cintura de Sofia com um dos braços. Enquanto estão sob os holofotes, ele sorri para ela com ternura.
"De acordo com as regras da máfia, apenas aquelas que receberam o reconhecimento dos anciãos principais podem se tornar a Madre da família. As outras não passam de amantes e concubinas."
Sob as bênçãos dos anciãos da família, Vincenzo presenteia Sofia com um colar de diamantes negros. Em seguida, eles trocam votos e ficam oficialmente noivos.
Eu apenas assisto à cerimônia em silêncio. Depois, marco uma consulta para fazer um aborto.
Amei Vincenzo desde os meus 16 anos. Agora tenho 28, ou seja, o amo há 12 anos. Ainda assim, Sofia é a única que ele já amou.
Nesse caso, escolho deixá-lo ir de uma vez por todas.
Depois disso, viajo para um esconderijo secreto localizado em Sombral. Tudo o que deixo para Vincenzo é uma carta informando o fim do nosso noivado e um presente de despedida.
Mas o homem que nunca demonstrou preocupação comigo durante todo esse tempo acaba desmoronando, a ponto de não ter nem ânimo para lidar com os assuntos da própria família.
Lembro que quando era pequeno, sempre ficava animado com o Dia das Crianças, mas nunca parei pra pensar de onde vinha essa data. Pesquisando, descobri que no Brasil ela foi criada na década de 1920, inspirada por um congresso sobre proteção à infância. O deputado Galdino do Valle Filho propôs a data, e o presidente Arthur Bernardes oficializou em 1924. Mas só nos anos 1960, com campanhas publicitárias da fábrica de brinquedos Estrela, que a data pegou de verdade, virando uma celebração com presentes e alegria.
Já no mundo, a coisa é diferente. A ONU estabeleceu 20 de novembro como Dia Universal da Criança, marcando a Declaração dos Direitos da Criança em 1959. Mas muitos países têm suas próprias datas, como o Japão com o 'Kodomo no Hi' em maio, cheio de pipas em forma de carpa. Acho fascinante como cada cultura celebra a infância à sua maneira, seja com presentes ou tradições simbólicas.
O Dia das Crianças no Brasil em 2024 será celebrado no dia 12 de outubro, uma data que sempre me traz uma nostalgia deliciosa. Lembro como, quando era pequeno, esse dia era aguardado com ansiedade — não só pelos presentes, mas pela energia única que tomava conta da escola e da vizinhança. Hoje, vejo meus sobrinhos se preparando semanas antes, criando listas e discutindo os melhores presentes, e isso me faz perceber como a magia dessa data persiste.
Acho fascinante como o 12 de outubro transcende gerações, misturando tradição e modernidade. Enquanto alguns pais ainda optam por brinquedos clássicos, como bonecas ou carrinhos, outros mergulham no universo dos jogos digitais e gadgets. E não é só sobre consumo: muitos bairros organizam festas comunitárias, oficinas de arte e até contação de histórias, revitalizando o espírito coletivo que faz do Dia das Crianças algo especial.