O Salmo 91 é um daqueles textos bíblicos que carregam uma aura de proteção e conforto, quase como um escudo invisível para quem o recita. A tradição judaico-cristã atribui sua autoria a Moisés, embora alguns estudiosos apontem para um contexto posterior, possivelmente durante o exílio babilônico ou mesmo no período do Segundo Templo. A linguagem do salmo é intensa, cheia de imagens de refúgio e livramento, o que sugere que foi escrito em um momento de grande adversidade—uma epidemia, uma guerra ou perseguição religiosa. Há quem diga que ele era recitado como um amuleto verbal contra doenças e perigos, algo como um 'poderoso feitiço' monoteísta.
Uma das coisas mais fascinantes é como o Salmo 91 dialoga com outros textos antigos. Ele ecoa elementos da poesia ugarítica e mesopotâmica, onde deuses oferecem proteção contra demônios e pragas. Mas aqui, Javé assume o papel de guardião absoluto, prometendo abrigo 'sob suas asas'—uma imagem que remete à figura materna da galinha protegendo seus pintinhos. Durante a Idade Média, monges copistas muitas vezes ilustravam esse salmo com dragões sendo esmagados por anjos, reforçando a ideia de batalha espiritual. Até hoje, em comunidades judaicas, ele é conhecido como 'Shir Shel Pegaim' (Cântico das Pragas), recitado em tempos de crise. É impressionante como um texto tão antigo continua pulsante, adaptando-se a cada nova angústia humana.
2026-02-05 23:01:07
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Quando Gabriel trouxe sua sétima amante grávida para que eu realizasse o parto, seus amigos fizeram apostas sobre quantos segundos eu perderia o controle.
No entanto, até o momento em que o choro do bebê ecoou pela sala de parto, ninguém ouviu um único grito histérico vindo de mim.
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Assim que terminou de falar, saí da sala de parto carregando um bebê nos braços. Seguindo o protocolo profissional, anunciei:
— Parabéns. Três quilos e oitocentos. Mãe e filho estão bem.
Sorrindo, Gabriel pegou o bebê no colo e me entregou um acordo de divórcio.
— Assine. É só uma encenação para agradar a moça. Ela insiste que eu me divorcie de você antes de ter um segundo filho comigo. Quando o segundo nascer, teremos oito filhos. Aí ninguém mais ousará dizer que você não merece ser minha esposa.
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Meus colapsos. Meus sacrifícios. Minha rendição.
Tudo o que recebi pela minha dor foram seus pedidos de desculpas automáticos e a mesma traição. Repetidas vezes.
Até agora. No momento em que soube que Liana estava voltando, eu mesma entreguei a ele os papéis para romper o vínculo.
Ele apenas marcou uma data para nossa próxima cerimônia de marcação, como se nada tivesse acontecido.
Ele não tem ideia. Desta vez, não estou apenas rompendo o vínculo.
Estou estilhaçando o coração que bateu por ele sete vezes, apenas para ser esmagado por suas próprias mãos, sete vezes.
Dos dez aos dezoito anos, meus pais me obrigaram a escrever duzentas e noventa e nove dívidas.
Cada centavo que eu pedia a eles era considerado um empréstimo — algo que eu teria que pagar quando me tornasse adulta.
Até que sofri um acidente de carro... Na hora de pagar a cirurgia, ainda me faltavam três mil no cartão.
Sem saída, fui implorar ajuda aos meus pais.
Mas eles apenas sorriram friamente:
— Júlia Monforte, você já tem dezoito anos. Não temos mais obrigação nenhuma com você. Escreva uma nova dívida!
Com lágrimas nos olhos, escrevi minha tricentésima dívida.
Após a cirurgia, abri o Instagram e me deparei com uma publicação da minha irmã adotiva.
Na foto, ela estava em um cruzeiro internacional, celebrando seu aniversário de dezoito anos como uma princesa, cercada de gente a bajulando.
O presente dos meus pais para ela? Um apartamento de alto padrão no centro de São Paulo... e a chave de um Maserati.
Até meu amigo de infância... olhava para ela com olhos cheios de amor.
Ela agradecia: "Obrigada às pessoas que eu mais amo, por me darem o melhor que eu poderia ter."
E eu, segurando aquela dívida toda amassada nas mãos, simplesmente sorri.
Depois que eu quitar essa dívida... uma coisa é certa — não preciso mais de uma família assim.
Sou uma lobisomem, grávida de oito meses do filho híbrido do meu companheiro vampiro.
Quando as contrações começaram, meu companheiro vampiro, Justin, me trancou dentro de um caixão de gelo talhado com runas destinadas a impedir o parto.
Eu gritei. Eu implorei. Ele apenas disse:
— Espere.
Mas tudo aquilo era por causa da sua paixão de infância, Isolde.
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Uma antiga profecia assombrava o clã.
O primeiro filho vampiro nascido em mil anos receberia a bênção suprema do Progenitor.
Ele purificaria a linhagem. Quebraria uma maldição que vinha sendo carregada por gerações.
— Essa honra pertence ao filho de Isolde — disse Justin, com a voz fria como gelo.
— Você já tem o meu amor, Gracie. Este caixão só garante que você dê à luz depois dela.
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Justin se inclinou. Seus dedos gelados agarraram meu queixo. Seus lábios ficaram tão próximos dos meus que seu sussurro soou como uma ameaça.
— Pare com essa encenação. Eu deveria ter percebido antes. Você nunca me amou. Era uma excluída no mundo dos lobisomens. Só queria meu poder e meu título.
— Está tão desesperada que arriscaria a vida do nosso filho com seus truques selvagens de loba só para arruinar a bênção de um sangue-puro... Você é venenosa.
Lágrimas escorriam pelo meu rosto. Eu tremia, minha voz se partindo.
— O bebê está vindo... eu não consigo impedir. Por favor... faço um juramento de sangue! Eu não me importo com a bênção. Eu só quero você!
Ele soltou um riso de desprezo, embora um traço de mágoa traída atravessasse seus olhos.
— Se você me amasse, não teria corrido para minha mãe. Não teria envenenado a mente dela contra Isolde.
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Ele ficou de guarda do lado de fora do santuário onde o ritual de Isolde acontecia.
Não pensou mais em mim. Não até ver o halo da bênção coroar Isolde.
Então ordenou ao seu servo de sangue que me libertasse. Mas a voz do servo tremia de terror.
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Naquele instante, o mundo de Justin se despedaçou.
Eu fui forçada a trocar meu coração com o primeiro amor do meu marido. Depois disso, morri no corredor do hospital particular que ele mesmo criou.
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Na primeira vez, Otávio segurou a mão daquele homem e disse que eu estava vomitando sangue.
Ele riu com desprezo:
— Dessa vez ela finalmente aprendeu algo, até ensinou você a mentir.
Em seguida, ele mandou os seguranças expulsarem Otávio do quarto.
Na segunda vez, Otávio agarrou a manga de sua camisa e disse que eu estava delirando de dor.
Ele franziu a testa:
— É só uma troca de coração. Os médicos já disseram que ela não vai morrer.
Mais uma vez, os seguranças puxaram Otávio para fora.
Na terceira vez, Otávio se jogou no chão, segurou firme a barra da calça dele e chorou dizendo que eu já estava inconsciente.
Dessa vez, ele perdeu a paciência. Ele agarrou Otávio pelo pescoço e o jogou para fora do quarto:
— Eu já disse que Heloísa Dias não vai morrer. Se você vier aqui incomodar o descanso da Bianca Nunes de novo, eu juro que vou expulsar vocês dois deste hospital.
Desesperado para me salvar, Otávio penhorou seu escapulário, algo que ele considerava um tesouro, para uma enfermeira:
— Tia, eu não quero viver cem anos. Só quero que minha mamãe continue viva.
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— Sinto muito, garotinho. Seu pai está preocupado que eu me sinta sozinha sem o meu cachorro. Este quarto foi reservado para meu cachorro.
Ele Suprimiu Nosso Vínculo Sete Vezes. Na Oitava, Eu O Destruí
Noorie
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— Darcy está passando mal hoje à noite. Vamos suprimir nosso vínculo, Emma. Podemos fazer a cerimônia de marcação outro dia.
Foram exatamente essas palavras que ele disse quando liguei no dia em que deveria acontecer a nossa cerimônia de marcação.
Era a sétima vez que ele pedia para suprimir o vínculo sagrado entre nós por causa de sua amiga de infância.
Na primeira vez, ele suprimiu o vínculo porque a alcateia de Darcy estava sendo atacada e ele queria ficar ao lado dela.
— Darcy está lutando pela própria vida, e você quer que eu seja arrastado pelo nosso vínculo predestinado? Não me faça pensar que você é tão egoísta assim, Emma.
Na terceira vez, ele disse:
— Darcy está com febre. Não posso deixá-la sozinha.
Na sexta vez, ele nem sequer se deu ao trabalho de explicar por que pediu à bruxa para suprimir nosso vínculo da maneira mais cruel possível. Ele estava com pressa para encontrar Darcy.
Como éramos companheiros predestinados, toda vez que queria se envolver intimamente com ela, ele mandava uma bruxa suprimir o vínculo entre nós.
Como Alfa, essa supressão quase não o afetava.
Mas eu era uma Ômega.
Cada vez que nosso vínculo era reprimido, eu sofria dores tão intensas que passava semanas sem conseguir sair da cama.
Mesmo devastado ao me ver naquele estado, tudo o que ele me oferecia eram algumas palavras vazias de desculpa e promessas de que compensaria isso no futuro.
Só isso.
Então, quando chegou a sétima vez…
Quando ele se recusou a me marcar e voltou para casa apenas para suprimir nosso vínculo e correr para Darcy…
Minhas malas já estavam prontas.
Seria a última vez que ele irá suprimir nosso vínculo.
Porque, na próxima vez…
Não existirá mais vínculo algum para ser reprimido.
João 3:16 é um daqueles versículos que parece resumir toda a essência do evangelho de forma tão simples e profunda. Quando penso no contexto, imagino o apóstolo João já idoso, escrevendo seu evangelho décadas após a morte e ressurreição de Cristo. Ele não estava apenas registrando fatos, mas tecendo uma narrativa cheia de simbolismo.
Diferente dos outros evangelhos sinóticos, João escolheu destacar discursos longos e diálogos que revelavam a identidade de Jesus. Nesse capítulo, temos o encontro noturno com Nicodemos, um fariseu curioso. A frase 'Deus amou o mundo' não era apenas teologia; era o coração da mensagem que João guardara por toda uma vida. Parece que ele quis deixar claro: o amor divino não é abstrato, mas se encarnou em Cristo.
A autoria do Salmo 91 é um tema que sempre me faz mergulhar nas discussões fascinantes sobre a composição dos textos bíblicos. Tradicionalmente, muitos associam esse salmo a Moisés, principalmente por sua linguagem e temas que ecoam a experiência do povo de Israel no deserto, como proteção divina e confiança absoluta. Há uma força poética ali que parece carregar a mesma voz de alguém que viveu milagres e desafios extremos, quase como se Moisés estivesse escrevendo um hino de refúgio depois de atravessar o Mar Vermelho.
Outros estudiosos, porém, apontam para Davi como autor possível, já que ele compôs boa parte dos salmos e tinha uma relação intensa com a ideia de Deus como fortaleza — algo que aparece em versos como 'Ele te cobrirá com suas penas'. A imagem é tão vívida que me lembra passagens de 'Crônicas de Nárnia', onde a proteção é quase física. Mas a verdade é que a Bíblia não atribui o salmo diretamente a nenhum deles; essa identificação vem mais de tradições e análises literárias. Independente do autor, o que fica é a beleza de um texto que, séculos depois, ainda acalenta corações com sua promessa de abrigo espiritual.