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1 Antworten
Daphne
Voz leitora
Radiologista
O Salmo 91 é um daqueles textos que sempre me fazem parar e refletir, especialmente pela profundidade e conforto que transmite. Embora a autoria não seja explicitamente declarada no texto bíblico, há tradições e estudiosos que associam sua composição a Moisés, principalmente por causa do estilo e dos temas, que ecoam a experiência dele no deserto. Outras correntes sugerem que poderia ser obra de Davi, já que ele escreveu muitos salmos e a linguagem guarda semelhanças com outros atribuídos a ele. A verdade é que a Bíblia nem sempre nos dá respostas diretas sobre autoria, e isso acaba abrindo espaço para debates fascinantes.
Particularmente, gosto da ideia de que Moisés possa ter sido o autor, porque o salmo fala sobre proteção divina em meio ao caos, algo que ele viveu intensamente durante o êxodo. Imagino ele, sob o céu aberto do deserto, escrevendo sobre 'habitar no esconderijo do Altíssimo' enquanto as tempestades de areia rugiam ao redor. Davi, por outro lado, também é um candidato forte, especialmente pelos versos que mencionam armadilhas e pestes, temas que remetem às suas crises pessoais e guerras. No fim, seja quem for o autor, o que mais importa é a mensagem de esperança que atravessa séculos e ainda hoje ressoa.
2026-02-05 15:48:13
6
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Mariana Paiva
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Até que ponto meu marido já me amou um dia?
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Com o cenho franzido, ele abriu meus dedos um a um:
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Na terceira vez, ele disse:
— Darcy está com febre. Não posso deixá-la sozinha.
Na sexta vez, ele nem sequer se deu ao trabalho de explicar por que pediu à bruxa para suprimir nosso vínculo da maneira mais cruel possível. Ele estava com pressa para encontrar Darcy.
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Cada vez que nosso vínculo era reprimido, eu sofria dores tão intensas que passava semanas sem conseguir sair da cama.
Mesmo devastado ao me ver naquele estado, tudo o que ele me oferecia eram algumas palavras vazias de desculpa e promessas de que compensaria isso no futuro.
Só isso.
Então, quando chegou a sétima vez…
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Ler a Bíblia pela primeira vez foi como abrir um baú dividido em dois compartimentos totalmente distintos – um cheio de leis antigas e histórias épicas, outro repleto de cartas pessoais e revelações. O Antigo Testamento tem aquela atmosfera de saga ancestral, com personagens como Moisés separando mares e Davi enfrentando gigantes, enquanto o Novo Testamento traz um clima mais íntimo, quase de diário, com os ensinamentos diretos de Jesus e as viagens missionárias de Paulo.
A linguagem muda radicalmente entre os dois. Enquanto o Antigo Testamento está cheio de parábolas sobre colheitas e batalhas, o Novo fala em parábolas sobre redes de pesca e dracmas perdidas. E os estilos literários? De um lado temos os Salmos poéticos e os Provérbios cheios de sabedoria condensada; do outro, as Epístolas que lembram aquelas longas cartas que seu tio filosofo mandava para a família. A progressão entre as alianças de Deus com a humanidade fica evidente – do Deus que fala através de trovões no Sinai para o que sussurra através de um carpinteiro em Nazaré.
Me surpreende como o Antigo Testamento estabelece padrões que o Novo depois subverte: a lei do olho por olho vira ‘ofereça a outra face’, o templo físico se torna ‘o templo do Espírito’. Até a relação com a comida muda – de regras dietéticas rígidas para ‘nada é impuro por si só’. É fascinante observar essa evolução espiritual que reflete a própria jornada humana em busca de significado. Nos últimos anos, tenho relido ambos com olhos diferentes, percebendo camadas que antes me escapavam – como aquele verso em Isaías sobre o servo sofredor que ganha nova dimensão quando lido à luz da crucificação.
Meu interesse por textos religiosos surgiu depois de ler 'O Nome da Rosa', que mistura mistério e história bíblica. O Antigo Testamento, baseado na tradição judaica, tem 39 livros na maioria das versões protestantes, enquanto o Novo Testamento conta com 27 livros, incluindo os Evangelhos e as cartas de Paulo. A divisão entre lei, história, poesia e profecia no Antigo Testamento sempre me fascinou, especialmente como Salmos e Provérbios ressoam mesmo hoje. Já o Novo Testamento, focado na vida de Cristo e da igreja primitiva, tem uma estrutura mais narrativa e epistolar.
A diferença nas contagens entre denominações é algo que descobri pesquisando: católicos e ortodoxos incluem livros deuterocanônicos, elevando o Antigo Testamento para 46 ou mais. Adoro comparar essas variações, como Tobias ou Judite, ausentes em algumas Bíblias. Esses detalhes mostram como a cultura e a história moldam até textos sagrados.
Mergulhando nas páginas da Bíblia, especialmente nos Salmos, sempre me intrigou a autoria do Salmo 91. Tradicionalmente, atribui-se a Moisés a composição desse texto, embora não haja uma confirmação absoluta. A linguagem poética e a profundidade espiritual remetem à experiência dele no deserto, onde a proteção divina era essencial.
Alguns estudiosos sugerem que poderia ser obra de Davi, dada a similaridade temática com outros salmos dele. Independente do autor, o que mais me fascina é como essas palavras continuam ecoando conforto séculos depois, especialmente em momentos de incerteza.