Lembro que fiquei chocado quando soube da notícia. Robbie Coltrane, o ator que interpretou o querido Rubeus Hagrid, faleceu em outubro de 2022. Ele não só trouxe vida ao gigante gentil, mas também deixou um legado de carisma e afeto que transcendeu as telas. Seu trabalho em 'Harry Potter' era mais do que um personagem; era um consolo para muitos fãs que cresceram com a série. Coltrane tinha essa habilidade única de misturar humor e ternura, algo que fez de Hagrid uma figura paternal inesquecível.
A morte dele me fez revisitar os filmes, e percebi quantas camadas ele acrescentou ao papel. Desde a forma como segurava um bicho-pau até os olhos marejados quando falava dos pais de Harry, cada detalhe era pensado. É triste saber que não veremos mais esse talento em ação, mas fico grato pelas memórias que ele deixou. Até hoje, quando assisto à cena em que Hagrid carrega Harry bebê, fico arrepiado.
Lembro de ter ficado intrigado quando li sobre a 'murta que geme' pela primeira vez em 'Harry Potter e a Câmara Secreta'. A Myrtle era uma personagem que parecia sair diretamente de um conto de fantasmas, mas com uma pitada de humor trágico. Ela assombrava o banheiro feminino do segundo andar, e sua personalidade era uma mistura de melancolia e drama adolescente. A maneira como ela reagia às provocações dos alunos, especialmente do Draco, mostrava uma profundidade inesperada para um fantasma.
O que mais me chamou atenção foi como a J.K. Rowling usou a Myrtle para explorar temas como o bullying e a solidão. Sua história de vida — e de morte — era triste, mas também acrescentava um toque de humanidade ao mundo mágico. A cena em que ela conta como morreu, vítima do basilisco, é uma das mais arrepiantes da série. E, claro, quem não riu quando ela se apaixonou pelo Harry depois que ele entrou no banheiro dela sem querer?
Lembro que quando assisti 'Harry Potter e o Cálice de Fogo' pela primeira vez, aquela cena da Murta Gemendo me marcou demais. Ela aparece justamente nesse filme, durante o Torneio Tribruxo, quando Harry está tentando decifrar a pista do ovo dourado. A cena é hilária porque ele fica totalmente sem graça, e a Murta faz aqueles comentários constrangedores sobre ele estar 'molhado' no banheiro. Acho que o filme capturou perfeitamente o humor macabro dela, misturando uma atmosfera assustadora com pitadas de comédia.
Aliás, a Murta Gemendo é um daqueles personagens secundários que roubam a cena. Sua presença no banheiro feminino sempre traz um clima único, meio triste, meio engraçado. E no livro, ela tem ainda mais diálogos, mas o filme conseguiu condensar bem sua personalidade dramática e melancólica. Fico imaginando como seria se ela aparecesse mais vezes nos outros filmes, mas sua participação no 'Cálice de Fogo' é definitivamente icônica.