Lembro que quando era mais novo, havia um filme que me marcou bastante sobre um cachorro super inteligente e leal, e anos depois descobri que ele tinha virado uma série de TV. Trata-se de 'Lassie', aquela cadela collie de pelo longo que sempre salvava o dia com sua coragem e dedicação. O filme original, lançado em 1943, foi baseado no livro 'Lassie Come-Home' e fez tanto sucesso que rendeu uma série clássica nos anos 50, além de várias adaptações ao longo das décadas.
O que mais me fascina em 'Lassie' é como essa história consegue atravessar gerações sem perder seu charme. A relação entre o cachorro e sua família sempre traz aquela mistura de aventura, drama e um caloroso sentimento de lar. Mesmo hoje, quando assisto a alguns episódios, fico impressionado como a narrativa simples, mas cheia de coração, ainda ressoa. É daquelas obras que mostram o poder dos laços entre humanos e animais, e como eles podem inspirar histórias universais.
Lembrar do filme 'Hachi: A Dog's Tale' sempre me dá um nó na garganta, mas o que realmente levou o Oscar foi 'Um Conto de Cachorro' (2021), conhecido internacionalmente como 'The Power of the Dog'. Brincadeira à parte, o vencedor que todo mundo associa a cachorros é 'Marley & Eu', mas ele não ganhou a estatueta – quem levou foi 'Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica' (2018), um documentário emocionante disponível no Disney+. A confusão acontece porque filmes com animais costumam ser lembrados pelo impacto emocional, não necessariamente por prêmios.
Pra quem quer chorar com qualidade cinematográfica, 'O Melhor Amigo do Homem' (2017) está na Netflix e quase arrancou indicação, mas o Oscar mesmo ficou com 'Coda' naquele ano. Curiosidade: a Academia adora histórias de vínculos humanos, mas só premiou um filme focado 100% em cães em 1943, 'Lassie Come Home'. Hoje, dá pra encontrar esse clássico no YouTube com legendas em português. Se tem uma coisa que aprendi fuçando catálogos é que plataformas menores like Mubi ou Starz escondem pérolas caninas – 'White God' (2014), vencedor do prêmio Un Certain Regard em Cannes, tá lá com cenas de tirar o fôlego.
Lembro de assistir 'Hachi: A Dog's Tale' quando tinha uns 12 anos e chorar que nem uma criança (até porque eu era uma). A história do Hachikō, o akita que esperou anos pelo dono na estação de trem, me marcou demais. É impressionante como um filme sobre lealdade canina consegue ser tão universal.
O que mais me pega é saber que isso realmente aconteceu no Japão nos anos 1920. Até hoje tem uma estátua do Hachikō na estação Shibuya, virou símbolo de fidelidade. A adaptação americana com Richard Gere captura bem essa essência, embora eu ainda prefira os documentários sobre o caso original.
Lembro de assistir aquele filme clássico sobre um cachorro quando era criança, e aquele vira-lata caramelo me marcou demais. O nome dele era 'Benji', um misto de esperteza e fofura que conquistou todo mundo. Ele não era um super-herói, mas salvava situações com uma ingenuidade que só os animais têm. A forma como o filme mostrava a lealdade dele, sem diálogos, só com expressões, era genial.
Hoje em dia, quando vejo algum cachorro na rua, ainda me pego comparando com o Benji. Aquele filme tinha algo mágico, uma simplicidade que fazia você torcer por aquele doguinho como se fosse da família. Até hoje, se passar na TV, eu paro pra assistir.