Meu primo foi um dos primeiros casos de casamento por procuração que acompanhei de perto aqui no Brasil. Ele estava trabalhando na Alemanha e não podia voltar para o ritual, então a noiva assinou todos os documentos com um representante legal. A cerimônia aconteceu normalmente, só que sem o noivo presente – foi estranho ver todos os convidados batendo palmas para um espaço vazio no altar. O cartório exigiu uma série de autorizações especiais e poderes notariais detalhados, mas no fim deu tudo certo. A parte mais curiosa foi o vídeo-chamada durante o evento, com o noivo aparecendo numa tela de tablet que ficava sendo passada de mão em mão.
Isso me fez pesquisar bastante sobre o assunto. Descobri que o casamento por procuração precisa ser autorizado pelo juiz corregedor do cartório, e só é permitido em situações muito específicas, como serviço militar ou missão diplomática. Tem gente que acha romântico, outros veem como burocracia pura – eu fico no meio-termo, acho que o importante é o sentimento, mesmo que expresso através de documentos.