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Capítulo 101

Penulis: Eve Above Story
— Eu precisei ir atrás do Alexander. Ouvi dizer que ele estava em perigo. — Respondi, sem rodeios.

As mãos da médica pararam um instante sobre os meus pés machucados.

— E você encontrou?

Assenti, sentindo minhas bochechas queimarem só de lembrar daquele corpo nu e perfeito parado bem na minha frente.

— Sim.

— Por instinto?

— Acho… Acho que sim.

— Interessante. — Disse a Dra. Evelyn, puxando os monitores para me reconectar a eles.

— Hm… Seus sinais vitais estão melhores do que antes, o q
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  • A Última Chance da Luna Adoecida   Capítulo 106

    Mesmo assim, a cada vez que ele me tocava, meu corpo traidor respondia: o coração acelerava, a pele esquentava. E, a cada vez, eu me odiava por isso.Não era real. Na verdade, nada daquilo era. O Alexander não me amava, não me queria. Ele só estava me usando para salvar a própria reputação e fazer a campanha dele seguir sem nenhum problema. E eu só estava aceitando aquela palhaçada porque precisava que ele me rejeitasse no final das contas se eu quisesse continuar viva.Quando terminamos a sobremesa, meu rosto já estava doendo de tanto sorrir e minha cabeça latejava pelo esforço de manter a fachada. Tudo o que eu mais queria era ir para casa, tirar aquela marca falsa com o lavador e desabar na cama por uma semana inteira.Alexander deve ter percebido o meu esgotamento, porque pediu a conta mais cedo do que eu esperava.— Você parece cansada. — Disse ele, e, por uma vez na vida, pareceu sincero.— E estou, foi uma noite longa. — Admiti. Eu não tinha passado nem um dia inteiro em

  • A Última Chance da Luna Adoecida   Capítulo 105

    Ponto de vista de Ella.O restaurante estava lotado com a elite de Ashclaw. Todas as mesas estavam ocupadas por membros da alcateia em seus trajes mais finos, todo mundo fingindo não olhar para a gente, embora eu soubesse que estavam todos nos vigiando pelo canto do olho. Eu conseguia praticamente sentir os olhares deles queimando buracos no meu pescoço enquanto caminhávamos até a nossa mesa.Alexander puxou a minha cadeira com cortesia, inclinando-se para sussurrar no meu ouvido:— Sorria. Todo mundo está olhando.Estampei o meu melhor sorriso de Luna, aquele que levei cinco anos aperfeiçoando na base da fingimento. Ultimamente, aquela expressão parecia mais uma máscara apertada demais, esticando e rachando por cima da cara fechada que eu guardava por baixo.Enquanto nos acomodávamos em nossos assentos, não pude deixar de comparar essa palhaçada com as nossas partidas de xadrez no hospital. Aqueles momentos tinham sido surpreendentemente reais. O sorriso do Alexander tinha sido r

  • A Última Chance da Luna Adoecida   Capítulo 104

    Ponto de vista de Ella.Pior que a marca parecia bem real.Virei a cabeça de lado, puxando o cabelo para ter uma visão melhor no espelho. A Lilith tinha mandado bem demais na maquiagem. As duas marcas em formato de meia-lua no meu pescoço, feitas para imitar a pegada das presas superiores e inferiores do Alexander, pareciam estar ali há anos.Ela tinha até colocado uma textura sutil para dar um leve relevo, bem parecido com uma cicatriz de mordida de verdade.Se eu não soubesse da verdade, juraria que estava olhando para uma marca de acasalamento legítima.Mas ver aquilo me deu um aperto amargo e um vazio enorme no peito.Era isso que eu deveria ter recebido cinematograficamente cinco anos atrás. Era isso que deveria ter acontecido na nossa noite de núpcias, quando o Alexander me levou para a nossa suíte de lua de mel e me tomou como sua. Ele deveria ter cravado os dentes no meu pescoço enquanto a gente transava pela primeira vez, selando o laço que o destino tinha criado.Em ve

  • A Última Chance da Luna Adoecida   Capítulo 103

    A marca deveria ter sido feita na noite de núpcias.Para um Alfa, não marcar a própria companheira era um escândalo da pior espécie. Aquilo destruiria a campanha do Alexander e a reputação dele. Tudo pelo que vínhamos trabalhando.— Quero receber alta hoje, preciso ir para casa. — Avisei, devolvendo o celular para ela.A Dra. Evelyn franziu a testa.— Tem certeza? Depois do que aconteceu ontem?— Estou bem. Meus sinais vitais estão estáveis, não estão? E estou me sentindo bem melhor. — Insisti.Era mentira. Apesar do pico de energia que senti na noite anterior, eu estava exausta e cheia de dor. Mas eu não podia ficar ali, não com paparazzi invadindo o quarto. Era melhor ir para casa.Depois de bater o pé um pouco, a Dra. Evelyn concordou relutante em me dar alta mais cedo, mas só depois de rodar uma última bateria de exames para garantir que eu não corria perigo.No início da tarde, eu já estava pronta para ir embora, vestida com as roupas que a Lilith tinha trazido. Vesti o mo

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    Ponto de vista de Ella.Eu corria pela floresta, as folhas e as árvores passando como um borrão enquanto eu disparava em direção ao meu companheiro. Não sentia cansaço e nem dor. Meu coração martelava no peito, mas não de medo ou esforço, e sim de pura excitação.Ao meu lado, meu companheiro também corria em sua forma de lobo, os pelos castanhos brilhando sob a luz da lua cheia. Nossos olhares se cruzaram por um instante, e eu quase conseguia ver o sorriso dele. Olhei para baixo e não vi dois pés, mas sim quatro patas; não vi pele pálida, mas sim uma pelagem brilhante e sedosa.Minha loba tinha voltado.Paramos perto de um riacho barulhento e voltamos à forma humana, tudo isso enquanto ríamos. Caímos de costas na grama macia, de braços abertos, com a lua flutuando acima de nós como um disco no céu.Dedos quentes se entrelaçaram aos meus. Quando olhei para o lado, o Alexander estava nu, e eu também. Com o mesmo sorriso lindo e angelical que eu tinha visto no hospital, ele subiu sob

  • A Última Chance da Luna Adoecida   Capítulo 101

    — Eu precisei ir atrás do Alexander. Ouvi dizer que ele estava em perigo. — Respondi, sem rodeios.As mãos da médica pararam um instante sobre os meus pés machucados.— E você encontrou?Assenti, sentindo minhas bochechas queimarem só de lembrar daquele corpo nu e perfeito parado bem na minha frente.— Sim.— Por instinto?— Acho… Acho que sim.— Interessante. — Disse a Dra. Evelyn, puxando os monitores para me reconectar a eles. — Hm… Seus sinais vitais estão melhores do que antes, o que é bem surpreendente depois de tudo isso. É quase como se…Ela parou no meio da frase, me encarando com os olhos semicerrados.— Como se o quê? — Meu coração disparou de ansiedade.— Como se a sua loba estivesse tentando vir à tona.Dei um pulo na cama, sentando ereta.— Isso é possível?! Minha loba poderia mesmo estar voltando sozinha?— Não tenho certeza. — Explicou a Dra. Evelyn, me empurrando de leve para eu deitar de novo. — Mas talvez emoções fortes tenham feito a energia dela da

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    Ponto de vista de Ella.Eu não pude evitar. Aquele maldito vínculo, aquela forma física perfeita dele — tudo fazia meu corpo reagir de maneiras que eu não queria, criando uma pulsação entre minhas pernas que eu não conseguia conter devido à forma como ele mantinha minhas coxas abertas.Ele só prec

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    Ponto de vista de Ella.Deixei Gabriel e Sophia parados no jardim. Não me virei para olhar para eles, embora pudesse sentir suas expressões de choque. O pensamento de que dois dos maiores estorvos da minha vida estavam boquiabertos com minhas ações trouxe um sorriso ao meu rosto.Agora, eu só tinh

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    Ponto de vista de Ella.A reação dele, o tom de raiva em sua voz, me surpreendeu ainda mais. Ele não estava rindo ou zombando de mim, nem parecia chateado. Apenas... furioso ou frustrado.— Eu não entendo! Você me odeia, Alexander. Se sou eu quem vai assumir a culpa, protegendo a sua reputação de

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    Ponto de vista de Ella.Invadi o escritório espaçoso, e o aroma de livros antigos, mogno e couro imediatamente me envolveu. Mas havia outros dois cheiros ali também: bourbon e fumaça de lenha, o perfume de Alexander, meu companheiro e marido — por enquanto. E algo mais doce, floral.Sophia.Vi o

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