ログイン— Não... — Rosnou ela baixinho. — Hoje não.Eli abriu os olhos, a respiração presa na garganta.— Amanhã é importante. — Continuou Selena, mais para si mesma do que para Eli. — Seu rosto não pode parecer destruído.Eli encarou a mãe, confusa.— Importante para quê?— Vá para o seu quarto. — Ordenou Selena. — Agora.— Eu quero explicar...— VÁ. — Selena repetiu com aspereza.Eli não discutiu mais. Caminhou até o quarto com passos pesados. A porta se fechou suavemente atrás dela, mas pareceu como se tivesse sido trancada pelo lado de fora.Dentro do quarto, Eli se sentou na beira da cama, encarando o chão. Suas mãos tremiam. Lágrimas se acumularam, mas ela as forçou a voltar. O que sua mãe estava planejando fazer?Não importava quantas vezes perguntasse a si mesma, não conseguia encontrar uma resposta. E não havia como perguntar diretamente a Selena. Ela só levaria outra bronca, talvez pior. Poucos instantes antes, sua mãe quase não havia hesitado em lhe dar um tapa.Enquanto
— Ah, Deus, o que eu vou fazer? — Eli estava em pânico completo.Ela apertava repetidamente os botões do elevador, como se pressioná-los várias vezes fizesse as portas se fecharem mais rápido e a levassem direto ao seu andar.Não conseguia imaginar o quanto sua mãe estaria furiosa. Tudo que podia fazer era esperar, desesperadamente, que Selena não estivesse irritada demais com o que ela havia feito. Eli finalmente havia conseguido fazer Riana concordar em se encontrar com ela. Faria tudo que pudesse para persuadir a mulher, para garantir que elas tivessem permissão de se mudar para a casa principal.Exatamente como sua mãe queria.No instante em que as portas do elevador se abriram, Eli começou a quase correr. Digitou a senha da porta às pressas, sussurrando uma prece para que sua mãe ainda pudesse ser convencida pela razão.Mas foi inútil.No instante em que entrou, Selena já estava ali, esperando.Ela estava de pé, sem sorriso, sem o calor que normalmente suavizava seu olhar.
— Por que eu estaria? — Perguntou Josh calmamente. — Nós dois estamos sob pressão, só de formas diferentes.Eli soltou uma longa respiração.— Eu... Eu nunca quis forçar as coisas desse jeito. Mas...Ela deixou a frase morrer, abaixando a cabeça outra vez.Josh assentiu, compreensivo.— Eu entendo. Que tal mudarmos de assunto?Eli finalmente riu.— Sim, claro. Mas, antes disso, obrigada, Josh. Agradeço muito pela sua ajuda.Eles voltaram a falar sobre a escola. Embora suas escolas fossem rivais, academicamente e em outros aspectos, a competição era bastante saudável. No meio da conversa, o celular de Josh tocou alto, fazendo-o enfiar a mão no bolso imediatamente.— Ah, minha mãe... — Disse, olhando para a tela. — Vou falar com ela por um instante.Eli assentiu. Josh se levantou um pouco da cadeira e virou o corpo para que sua voz não se espalhasse. Atendeu a ligação, e sua expressão suavizou imediatamente.— Sim, mãe... — Disse em voz baixa.Eli não tinha intenção de ouvir,
— Não é a primeira vez... — Disse Josh, sem emoção. — Quando eu era mais novo, coisas assim aconteceram mais vezes do que consigo contar. As pessoas sempre tinham opiniões, algumas apoiavam, outras acusavam. Câmeras por toda parte. Cada movimento observado, cada passo limitado.Eli engoliu em seco.— Deve ser pesado. E muito desconfortável.— É assim mesmo... — Admitiu Josh. — A vida continua, e eu não posso reclamar de forma imprudente. O que acontece nunca vem sem motivo. Assim como agora.As bebidas chegaram. Eli pediu outra coisa para fazer companhia a ele enquanto comia, mexendo distraidamente o canudo enquanto procurava as palavras certas.— Josh... — Disse suavemente. — Eu não pedi para encontrar você só para aumentar seu peso.Josh olhou para ela.— Eu sei. Caso contrário, eu não teria vindo.Uma pequena onda de alívio afrouxou o aperto no peito de Eli.— Obrigada.Eles voltaram a uma conversa mais leve, escola, professores que passavam tarefas demais, um restaurante
— Espero não ter tomado a decisão errada. — Murmurou Eli, inquieta.Ela havia conferido inúmeras vezes o relógio em seu pulso, aquele que Riana lhe deu. Eli realmente o amava e vinha esperando uma chance de mostrá-lo pessoalmente a quem o havia presenteado, para provar como ela combinava perfeitamente com ela, como parecia certo.Naquela manhã, na escola, todos falavam sobre a mesma coisa, a importante família empresarial por trás do Grupo Callister. Imediatamente, Eli pensou em Josh. Procurou as notícias sem hesitar, apenas para ficar chocada com o que tomava as manchetes. As reportagens eram brutais.Ela não conseguia imaginar o que Josh devia estar enfrentando, sabendo que seu pai havia se tornado o centro de uma cobertura tão ampla e impiedosa.Foi por isso que Eli reuniu coragem para enviar uma mensagem a ele e pedir que se encontrassem. A resposta de Josh não havia sido tranquilizadora. Ele nem sequer confirmou se poderia ir ao lugar sugerido por Eli, mas, de alguma forma, el
A tela da televisão na sala brilhava intensamente. Selena havia aumentado o volume de propósito. De qualquer forma, não havia mais ninguém no apartamento. Eli já tinha ido para a escola, e ela havia mandado Silvia sair para fazer compras intencionalmente. Havia muitos itens domésticos que ela dizia serem necessários, qualquer coisa para manter Silvia demorando no supermercado, porque Selena tinha certeza de que a mulher iria querer fofocar sobre as notícias.Um copo de suco de limão descansava em sua mão, fazendo-lhe companhia naquela manhã. Ela estava confortavelmente acomodada, o olhar fixo na tela da televisão. O rosto de Daven dominava quase todas as transmissões, emoldurado por manchetes fortes que o pintavam como vilão.O canto dos lábios de Selena se curvou lentamente.— Perfeito. — Murmurou, satisfeita.O celular vibrou sobre a mesa, chamando sua atenção. O nome de Harold piscou na tela. Ela atendeu sem hesitar.— Você viu as notícias? — Perguntou Harold do outro lado, o t






