Cauã tinha ficado dois dias em Rivara. Ele e Douglas já tinham deixado praticamente todos os detalhes da parceria fechados, restando apenas uma pequena parte de questões técnicas, que dependeria de o time de engenharia montar um plano específico para, depois, eles voltarem a alinhar.Naquela noite, Douglas convidou Cauã para jantar.Os dois comiam e conversavam. Douglas continuava sendo um homem de poucas palavras, mas, de vez em quando, ele soltava uma ou outra piada leve, sem muito peso, bem diferente da rigidez do primeiro encontro.No meio do jantar, o celular de Cauã tocou. Ele olhou de relance para o visor e, na mesma hora, se levantou e se afastou para atender.Ninguém sabia o que o outro lado tinha dito, mas, em segundos, o rosto de Cauã fechou completamente.— O irmão dela? O que ele aprontou agora? — Ele perguntou, com a voz já gelada.O funcionário respondeu do outro lado da linha, claramente tenso:— Ele apanhou de novo. Desta vez os cobradores foram direto atrás da Lilian.
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