Pouco tempo depois, alguém bateu à porta.Carolina se desprendeu da leitura, ergueu os olhos para a porta e sentiu o coração falhar uma batida.Mais cedo ou mais tarde, ela teria que encarar aquilo.Ela largou o livro, levantou-se e caminhou até a porta. Antes de abrir, parou, respirou fundo e tentou se encorajar em silêncio:"Carolina, não tenha medo. Ele é seu namorado, não um desconhecido."Ela havia ficado internada por mais de dois meses, e ele passara mais meio mês fora a trabalho. Somando tudo, tinham ficado separados por quase três meses. Se aquele namorado, jovem e cheio de vigor, quisesse dormir com ela, também seria normal.Era só fechar os olhos e aguentar.Passaria.Carolina imediatamente colocou um sorriso no rosto e abriu a porta.— Namorado, precisa de alguma coisa?Henrique estava parado do lado de fora. Seu rosto bonito mantinha uma serenidade natural.— Não me chame de namorado. Parece distante demais.Carolina ficou curiosa.— Então como eu chamava você antes?— Mar
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