Sofia caminhava ao lado de Paulo, ouvindo tudo em silêncio.Com aquele início, ela já tinha entendido alguma coisa.— Você acha que eles ficaram calmos demais diante do testamento, não é?Paulo assentiu.— Sim...O olhar dele pousou em Sofia.Ao pensar no passado, naquela garota que, durante a fase rebelde, tinha pintado os cabelos de cinza, feito cachos de propósito, fumava e queria irritar Alberto a ponto de provocar um ataque cardíaco, agora havia crescido e se tornado uma profissional capaz de enfrentar tudo sozinha.— Sua percepção é muito boa.Ao receber o elogio de Paulo, Sofia sorriu, mas não sentiu nenhuma alegria.— Os dois já têm idade avançada. Seja na política, seja nos negócios, já estão na fase de se aposentar. Talvez eles já tivessem imaginado que o testamento do Sr. Alberto teria esse tipo de arranjo.Sofia não chamou Alberto de avô. Paulo sabia que ela nunca tinha perdoado Alberto, mesmo agora que ele já estava morto.— Sim, o que você disse também faz sentido...Pau
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