Lembro de jogar 'The Last of Us Part II' e ficar impressionada com a complexidade da Ellie como figura materna. Ela não é uma supermãe no sentido tradicional – na verdade, ela luta contra seus próprios demônios enquanto tenta proteger aqueles que ama. Isso me fez pensar em como a maternidade moderna muitas vezes é romantizada, quando na realidade é cheia de contradições. A Dina, por exemplo, mostra um lado mais prático, lidando com a gravidez em um mundo pós-apocalíptico, onde a sobrevivência é prioritária. Esses personagens refletem a pressão das
mulheres hoje em dia, que precisam ser fortes, mas também são humanas.
Em 'Horizon Zero Dawn', a Aloy é uma espécie de filha do mundo, criada por uma figura paterna, mas sua jornada é marcada por uma busca por pertencimento. A ausência de um
a mãe biológica não a impede de desenvolver traços protetores, quase maternais, em relação aos seus aliados. Acho fascinante como os
jogos exploram a maternidade além do óbvio, mostrando que ela pode ser uma construção emocional, não só biológica.