O tema central de 'Usura' gira em torno da corrupção moral e financeira, explorando como a ganância distorce relações humanas. A narrativa mergulha nas vidas de personagens que se envolvem em empréstimos abusivos, mostrando a espiral descendente de vício e desespero. A autora constrói um retrato cru do capitalismo selvagem, onde cada decisão tem consequências devastadoras.
O que mais me impressiona é a forma como a história alterna entre perspectivas, revelando tanto a crueldade dos agiotas quanto a vulnerabilidade dos endividados. A linguagem é ácida, quase cinematográfica, com diálogos que cortam como facas. Não é um livro sobre dinheiro, mas sobre o que perdemos quando ele se torna o único valor.
Uma das críticas mais frequentes sobre 'Usura' é que o ritmo da narrativa pode ser arrastado em certos momentos, especialmente na primeira metade do livro. Alguns leitores acham que o autor investe muito tempo em descrições detalhadas do ambiente e dos personagens secundários, o que pode distrair da trama principal. Outro ponto levantado é a complexidade excessiva dos diálogos, que muitas vezes parecem mais filosóficos do que naturais, dificultando a imersão.
Por outro lado, há quem defenda que esses elementos são justamente o que tornam a obra única, criando um universo rico e cheio de nuances. Ainda assim, é inegável que o estilo não agrada a todos, especialmente aqueles que buscam uma leitura mais ágil e direta. Mesmo com essas críticas, 'Usura' tem fãs fervorosos que apreciam sua profundidade e originalidade.