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Afogada no Silêncio Deles

Afogada no Silêncio Deles

Minha irmã era autista. Os médicos chamavam isso de "sobrecarga sensorial severa". A regra era simples: nada de barulhos repentinos. Nunca. Então, minha vida inteira foi vivida em silêncio. Eu nunca usava salto alto. Nunca levantava a voz. Nem sequer tinha permissão para rir. Tudo isso para evitar que ela tivesse uma crise. Meu pai, Victor, o Don da família Castellano, segurava meu ombro. Seu rosto era uma máscara de culpa. — Sera, você é minha boa menina. Proteger sua irmã é nosso dever. Você é saudável e forte. Pode fazer um pequeno sacrifício por ela, não pode? Naquele dia, eu estava na varanda do segundo andar e, sem querer, derrubei um vaso de rosas brancas. O barulho do vaso se estilhaçando fez minha irmã, que tomava sol no jardim lá embaixo, entrar em uma crise. Pela primeira vez, Victor olhou para mim como se eu fosse a inimiga. Ele gritou: — Você não consegue simplesmente ficar em silêncio? Quer deixá-la louca? Minha irmã recuou, apavorada, até bater em uma mesa de vidro, soltando um grito agudo. Victor passou correndo por mim, tomado pela raiva e pelo pânico. Ele esbarrou em mim na escada quando eu estava descendo para ajudá-la. Perdi o equilíbrio e bati o peito com força contra a ponta afiada de um poste do corrimão de ferro forjado. Uma dor intensa explodiu no meu peito. Abri a boca para gritar, mas nenhum som saiu. Minha família inteira correu para cercar minha irmã, que gritava desesperadamente. Ninguém sequer olhou para mim. Meus pulmões se encheram de sangue. Eu estava me afogando no chão. Todos achavam que minha irmã, a autista, era quem precisava do conforto da família. Achavam que eu apenas tinha caído. Que eu podia esperar. Eles estavam errados.
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Morremos no Parto e Ele Só Pensava na Cunhada e no Bebê Dela

Morremos no Parto e Ele Só Pensava na Cunhada e no Bebê Dela

No dia em que a cunhada do meu marido, que morava sozinha, entrou em trabalho de parto, o meu marido me arrastou à força para o hospital para induzirem o meu parto, mesmo eu ainda estando só com sete meses de gestação. Ele me trancou na sala de parto, com a expressão tensa, e falou, desesperado: — Agatha Braga, o bebê que a Daise Diniz carrega tem uma doença raríssima. Se nascer assim, vai morrer logo que vier ao mundo. O médico disse que precisa do sangue do cordão umbilical e de células‑tronco especiais colhidas durante o parto pra salvar a vida dele! Meu irmão já morreu, eu tenho a obrigação de cuidar dela e da criança! Quando a agulha de dez centímetros para induzir o parto entrou no meu corpo, as contrações me rasgaram por dentro de um jeito que eu comecei a suar frio. No meio daquela dor, eu encarei o rosto dele e questionei, quase sem fôlego: — Eliel Paiva, a gravidez da Daise sempre correu bem. Como é que, de uma hora pra outra, o bebê dela tem uma doença tão rara? Eu é que precisei segurar a gravidez o tempo todo, e mesmo assim você quer que o nosso filho nasça antes da hora. Isso não é só acabar com a vida dele, é acabar com a minha também! Eliel franziu a testa, me segurou com força e me prendeu na cama do hospital: — Agatha, o médico já explicou. É só fazer o nosso filho nascer dois meses antes. Não vai acontecer nada com ele! Quando ele ouviu os gritos de dor da Daise na sala ao lado, pareceu se lembrar de alguma coisa. Me lançou um olhar cheio de desconfiança e disse: — Não vai me dizer que, só porque eu vivo cuidando da Daise, você quer aproveitar essa chance pra se livrar dela, né? Eu já te falei que só cuido dela por causa do meu irmão. Como é que você consegue ser tão cruel? Eu senti o sangue escorrendo por baixo de mim e comecei a chorar de desespero. Agarrei o pulso dele com o pouco de força que me restava e supliquei, com a voz quebrada, que, se ele poupasse o meu filho, eu aceitava o divórcio e deixava os dois livres pra ficarem juntos. Eliel me lançou um olhar impaciente, gelado, e respondeu: — Você está delirando. Eu sou o pai do nosso bebê. Como é que eu ia querer fazer mal pra ele? Quando o sangue do cordão umbilical do meu bebê e as minhas células‑tronco foram usados no bebê da Daise e o médico anunciou que mãe e filho estavam fora de perigo, só então o Eliel se lembrou de que também tinha uma esposa e uma criança esperando por ele em outra sala. Mas, quando ele empurrou a porta do meu quarto, não foi o choro do nosso bebê que encontrou. Sobre a cama, esperavam apenas dois pedaços de papel: as duas certidões de óbito: a minha e a do meu filho.
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Na Véspera do Casamento, Decidi Fazer um Aborto

Na Véspera do Casamento, Decidi Fazer um Aborto

Na véspera do nosso casamento, Leonardo Silva foi brutalmente agredido em um incidente inesperado. Quando cheguei ao hospital, desesperada com a notícia, ele já não me reconhecia mais. Os médicos diagnosticaram uma amnésia temporária causada pelo trauma na cabeça. Então, fiz de tudo. Planejei roteiros. Refiz nossos passos. Levei-o aos lugares que guardavam nossas memórias. Tudo para reacender algo, qualquer coisa. Mas, numa das visitas ao hospital, durante uma simples consulta de retorno, ouvi por acaso uma conversa entre ele e os amigos: — A Sabrina se esforça tanto por você. Isso não te comove? — Perguntou um deles. — Comover? Dá até enjoo. — Respondeu Leonardo, rindo. — Ela só me leva nos mesmos lugares de sempre. Tudo sem graça. As novinhas, sim... Sabem inovar. — E por que ainda vai se casar com ela? Se fosse eu, eu já teria cancelado o noivado e ido aproveitar a vida. Leonardo explodiu: — Cala a boca! Como pode dizer isso? Eu amo a Sabi! Nunca romperia com ela! Eu vou me casar com ela! Só... Talvez com um pequeno adiamento. Naquele momento, olhando o relatório médico perfeitamente normal em minhas mãos, tudo fez sentido. Não há grito que desperte quem escolheu fechar os olhos.
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De Volta à Vida para Destruir Você

De Volta à Vida para Destruir Você

Dois dias antes do Ano Novo, meu namorado, Murilo Santos, decidiu viajar para o litoral... Com a assistente dele. — Tudo bem. — Eu disse, sem brigar, sem chorar. Pelo contrário, ajudei a fazer as malas dele, agindo como se estivesse tudo certo. Ele riu da minha compreensão e soltou, com aquele tom debochado: — Agora que tá grávida, finalmente aprendeu a se comportar... Assim que ele saiu pela porta, fui direto para a clínica. Fiz um aborto. Na minha vida passada, eu tentei usar aquela criança como amarra. Achei que, com um filho, ele ficaria comigo. O que aconteceu? A assistente dele foi brutalmente assassinada na praia. Murilo continuou com aquela máscara de frieza, como se nada tivesse acontecido... Mas quando chegou o dia do parto, ele tirou a própria máscara. Com uma crueldade que nem nos meus piores pesadelos eu imaginava, ele mesmo abriu meu ventre... E matou o nosso bebê. Com as próprias mãos. Foi ali que tudo fez sentido. Ele nunca me perdoou. Nunca esqueceu. Agora que voltei no tempo, só tenho um objetivo: Destruir Murilo. Fazer ele perder tudo.
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Marido Fugiu do Casamento, Voltou Três Anos Depois e Me Viu Grávida

Marido Fugiu do Casamento, Voltou Três Anos Depois e Me Viu Grávida

No dia do meu casamento com Felipe Torres, a filha adotiva da família Torres ameaçou se jogar de um prédio. Para salvá-la, Felipe me abandonou no altar, vestida de noiva, e fugiu da cerimônia. Diante dos olhares zombeteiros de todos os convidados, anunciei publicamente: — Quem subir aqui e se casar comigo hoje, terá a mim como esposa! Três anos depois, Felipe retornou à casa da família Torres com sua irmã adotiva. Eu estava sentada em um sofá de couro, tomando um consommé e assistindo a uma série. Felipe encarou meu ventre protuberante, rangendo os dentes. — De quem é esse bastardo na sua barriga? Tomei um gole do consommé e sorri levemente. — O filho que carrego é, obviamente, um herdeiro da família Torres.
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Meu Marido Me Traiu — e Confessou em Alemão

Meu Marido Me Traiu — e Confessou em Alemão

No sexto ano de casamento, meu marido não me tocava há três meses. Ele dizia que estava muito ocupado e cansado com o trabalho. Amando-o por tantos anos, acreditei sem hesitar. Mas no meu aniversário, ouvi o amigo do meu marido perguntar a ele em alemão: — Você já terminou com a outra lá fora? Ia lá todo dia, nem sei como seu corpo aguenta. — Sua esposa não se importa com isso? Meu marido soltou uma baforada de fumaça, com uma expressão indiferente. — Faz meses que não a toco. Gabriela Nunes é muito boa na cama, ainda não me cansei, que pena que ela engravidou. — Minha esposa não gosta de crianças, então dei a Gabriela uma quantia em dinheiro para ela ir para o exterior ter o filho em breve. Apertei os punhos. Lágrimas caíram em silêncio. Meu marido perguntou, preocupado, o que havia acontecido. Balancei a cabeça. — O bolo que você fez é delicioso, estou tão emocionada. O bolo era doce, mas para mim, que entendia alemão, o coração estava amargo.
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Retorno à Noite Trágica: A Luta pela Verdade

Retorno à Noite Trágica: A Luta pela Verdade

Durante o plantão noturno, recusei o pedido de aplicar soro no paciente que minha irmã de criação cuidava. Vi, com meus próprios olhos, um menino de sete anos morrer devido a uma reação alérgica causada pela medicação errada. Na vida passada, mal tinha terminado de aplicar o soro, quando familiares furiosos invadiram o posto de enfermagem e me espancaram até meu rosto ficar irreconhecível. Mas o soro era apenas glicose, não havia razão para acontecer algo assim. Com a consciência turva, ouvi alguém chamar a polícia. Achei que, finalmente, a salvação havia chegado. Jamais imaginei que seria meu próprio irmão, policial, quem me jogaria no chão. Meu amigo de infância, agora médico legista, apresentou o laudo da autópsia e me incriminou. Sem ter como me defender, acabei sendo espancada até a morte pelos familiares do menino, tomados pela fúria. Até o último suspiro, não entendi por que meu irmão querido e o amigo de infância agiram assim comigo. Quando abri os olhos novamente, estava de volta àquela noite.
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A Última Chance da Luna Adoecida

A Última Chance da Luna Adoecida

Eu costumava ser a filha perfeita para o meu pai, me casei com o Alfa Alexander pelo bem da alcateia da minha família, embora Alexander tenha se recusado a me marcar e insistisse que o nosso casamento era só um contrato. Depois, tornei-me a Luna perfeita para o meu marido Alfa, ainda esperando que um dia pudesse conquistar seu afeto e que fôssemos marido e mulher de verdade. Mas tudo mudou no dia em que me disseram que a minha loba tinha ficado dormente. O médico me avisou que, se eu não marcasse ou rejeitasse Alexander dentro de um ano, eu morreria. No entanto, nem o meu marido nem o meu pai se importaram o suficiente para me ajudar. No auge do meu desespero, tomei a decisão de parar de ser a garota dócil que eles queriam que eu fosse. Logo, todos me chamavam de louca, mas era exatamente isso que eu queria: rejeição e divórcio. O que eu não esperava era que o meu marido que era tão arrogante, um dia imploraria para que eu não fosse embora…
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Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais

Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais

Valentina Paiva suportou um casamento por contrato durante cinco anos. Mesmo sabendo que Lucas Montenegro, o renomado e poderoso advogado, mantinha uma amante delicada e charmosa fora do casamento, ela escolheu o silêncio e a resignação. Até o dia em que descobriu que o filho que criou como seu era, na verdade, fruto do relacionamento de Lucas com a amante. Foi então que Valentina percebeu que seu casamento nunca passou de uma grande mentira. A amante, agindo como se fosse a verdadeira esposa, apareceu com o contrato de divórcio redigido por Lucas, exigindo que Valentina assinasse. Naquele mesmo dia, Valentina descobriu que estava grávida. Se o homem estava corrompido, ela não o queria mais. Se o filho não era dela, ele deveria voltar para quem realmente o merecia. Decidida a cortar qualquer laço emocional, Valentina renasceu. Ela mostrou ao mundo sua força, brilhou sozinha e reconstruiu sua vida do zero. Os parentes que a desprezaram? Agora imploravam por sua atenção. Os ricos que zombaram dela? Disputavam sua aprovação com fortunas. O filho que foi ensinado a odiá-la? Voltou chorando, chamando-a de mãe. … Certa noite, o celular de Valentina tocou. Do outro lado da linha, ela ouviu a voz rouca e embriagada de Lucas: — Valentina, você não pode aceitar o pedido de casamento dele. Eu nunca assinei o divórcio.
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Minha Nova Vida Não Tem Espaço para Eles

Minha Nova Vida Não Tem Espaço para Eles

Depois de passar dez anos como a Loba Fantasma, finalmente descubro que sou, na verdade, a filha mais velha do Alfa da Alcateia Blue Moon. Ao voltar para casa desta vez, não faço o menor esforço para reconstruir os laços com os meus pais. Eles decidem passar a sucessão da família para a minha irmã mais nova, Tatiana Truss, então me voluntario para ir embora para a Universidade de Lobisomens do Norte. Eles deixam que ela roube o meu noivo, por isso eu mesma rompo o noivado e dou a eles o que tanto querem. Na minha vida anterior, passei o tempo todo implorando por amor, apenas para terminar desprezada por todo mundo. Meu companheiro guardava rancor de mim por não ter quebrado o noivado antes para deixar o caminho livre para ele e Tatiana. Até o meu próprio filhote franziu a testa para mim no meu leito de morte e disse: — Mãe, para de brigar com a tia Tatiana. Ela abriu mão de tudo por você a vida inteira. Agora que você está partindo, devolve tudo o que é dela. Morri cheia de arrependimento. Me arrependi de ter me perdido só para tentar conquistar o afeto deles. Por isso, nesta vida, eu me recuso a lutar. Vou deixar que todos tenham o seu final feliz, enquanto eu, finalmente, corro atrás de um futuro que pertence só a mim.
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