로그인Empurrei Cassius para longe e me atrapalhei toda para pegar o celular.Na tela aparecia:[Mãe]Cassius interrompeu imediatamente o beijo intenso, mas suas mãos continuaram firmemente presas à minha cintura.— Não diga uma palavra. — Lancei-lhe um olhar fulminante, minha voz ainda trêmula.As orelhas de Cassius estavam completamente vermelhas, e seus olhos ainda ardiam por causa do beijo.Com a voz rouca, ele respondeu:— Como a minha Senhora ordenar.Atendi a ligação.— Aria, e então? — Minha mãe parecia animadíssima. — O Julian é um ótimo rapaz, não é?— Ele é... legal. — Fiz o possível para soar natural.— Que maravilha! — Ela continuou empolgada. — Depois que você se casar com ele, nunca mais vai precisar tocar em dinheiro sujo da máfia. Famílias da política são limpas. Elas vão te oferecer mais segurança.Ao ouvir aquilo estando do meu lado, um lampejo de ciúme cruzou os olhos de Cassius.Ele se inclinou até meu ouvido e sussurrou cuidadosamente:— Senhora, sinto dizer,
Julian ficou branco como um fantasma.Seu corpo tremia visivelmente.Todos no restaurante pararam de conversar e passaram a olhar, apreensivos, para nossa mesa.Eu não podia deixar Cassius continuar.— Chefe! — Levantei-me de um salto e segurei seu braço. — Vamos conversar lá fora.Usei toda a força que tinha para arrastá-lo até uma sala privativa ao lado.No instante em que a porta se fechou, virei-me para encará-lo.— Que diabos você está fazendo?!Cassius permaneceu imóvel.Seu terno continuava impecável, mas a fúria em seus olhos parecia capaz de me atravessar.— Julian é exatamente o tipo de homem que meus pais querem para mim. — Respirei fundo, tentando manter a calma. — Antes dele, eles estavam tentando me casar com velhos de sessenta anos para pagar a dívida. Agora que finalmente apareceu um rapaz da minha idade, você vem aqui assustá-lo.Cassius me fitou.Sua voz saiu baixa.— Você está feliz com ele?Assenti.— Sim.Seus olhos ficaram vermelhos na mesma hora.
Nos dias seguintes, fiquei praticamente em prisão domiciliar na cobertura de Cassius.Ele chamava aquilo de "aulas práticas", mas, na realidade, eu só passava os dias presa em seu escritório, restaurando aquele maldito quadro.Fazia três refeições por dia preparadas por um chef particular e vivia em uma cobertura de luxo que valia milhões.Mas eu não podia baixar a guarda nem por um segundo.O jeito como Cassius olhava para mim estava ficando cada vez mais perigoso.Como um lobo fixando os olhos na própria presa.Na manhã de sábado, quando eu estava indo para o escritório "bater ponto", meu celular tocou.— Aria. — A voz da minha mãe veio do outro lado da linha. — Como a dívida da família está quase quitada, já está na hora de pensar na sua vida pessoal.— Que vida pessoal?— Casamento. — Ela parecia radiante. — Arrumei um encontro às cegas para você. É com Julian, filho do conselheiro Romano. Tem vinte e dois anos e acabou de se formar em Harvard.Meus olhos brilharam.Uma fa
Antes que eu pudesse responder, Cassius saiu apressado do escritório.Ele chegou até a cambalear levemente, como um animal ferido.Fiquei encarando a porta, sentindo que a reação dele tinha sido muito estranha.Por que ele se importava tanto com o fato de eu odiar lichia?Balancei a cabeça e peguei o celular.Abri minha conta da dark web e pisquei, surpresa.Cassius não tinha me mandado nenhuma mensagem o dia inteiro.A última era das 23h20 da noite anterior:[Senhora, eu quero me casar com você.]Aquilo não era do feitio dele.Normalmente, se eu demorasse um pouco para responder, ele bombardeava meu celular de mensagens.Enviei a primeira:[O que você está fazendo?]A resposta veio na mesma hora.[Pensando em você.]Franzi a testa.[Por que você não falou comigo o dia inteiro?]Dessa vez, ele não respondeu imediatamente.Enquanto eu me perguntava o motivo, ouvi passos.Levantei a cabeça e vi Cassius parado na porta, segurando um prato com maçãs fatiadas.Mas ele nã
Com receio que Cassius mudasse de ideia, praticamente saí correndo para buscar minha caixa de ferramentas.Dez minutos depois, carregando todo o meu material, segui atrás dele até seu escritório particular.O escritório era luxuoso em um nível absurdo.Mais de trezentos metros quadrados de espaço aberto, com janelas do chão ao teto oferecendo vista para o rio que cortava a cidade.Estantes se erguiam do chão ao teto, abarrotadas de livros sobre história da arte e administração de empresas.No centro havia uma enorme mesa de nogueira maciça e, bem ao lado, uma bancada profissional de restauração.É, o chefe era, de fato, o melhor restaurador de toda a família...— Sente-se aqui. — Cassius apontou para a cadeira ao lado da bancada de restauração.Coloquei minha caixa de ferramentas no chão e estava prestes a me sentar quando percebi que ele também havia puxado uma cadeira.Bem ao lado da minha.Tão perto que seu joelho quase tocava minha coxa.Sentei-me rigidamente, esforçando
Quando acordei, já era meio-dia do dia seguinte.Minha cabeça parecia prestes a explodir, e minha boca tinha um gosto horrível, como se eu tivesse lambido uma bateria.Esfreguei a cabeça latejante e forcei os olhos a se abrirem.A primeira coisa que vi não foi meu apartamento caindo aos pedaços, cheio de infiltrações.Foi uma cama enorme de veludo, lençóis de seda cor de creme que provavelmente custavam mais do que o meu apartamento inteiro e um lustre de cristal absurdamente caro pendurado acima de mim.Sentei-me de um salto.Onde diabos eu estava?!Será que fui sequestrada?Instintivamente, enfiei a mão debaixo do travesseiro à procura do celular.Encontrei.Graças a Deus.Tremendo, disquei o número de Elena.— Alô? — A voz de Elena parecia ainda mais abatida que a minha.— Elena! — Sussurrei, desesperada. — Fui sequestrada! Chama a polícia!— O quê? — Elena fez uma pausa e soltou uma risada amarga. — Aria, você não foi sequestrada. Está na cobertura do chefe.— O quê?!—







