LOGINEmily acordou de repente com sons fortes ecoando pela silenciosa vila. Seu coração disparou, batendo rápido de confusão. Por um momento, ela permaneceu imóvel, sem entender. Então seu nariz captou um cheiro forte—algo estava queimando.Seu peito apertou. O medo tomou conta dela. Ela saltou da cama, calçou os chinelos rapidamente e correu para fora do quarto para descobrir o que estava acontecendo.Assim que abriu a porta, uma fumaça espessa invadiu o corredor. O corredor estava completamente tomado por ela, girando como uma nuvem escura. Emily tossiu e levantou a mão para cobrir o nariz. O pânico percorreu suas veias. O que está acontecendo? Por que há fumaça dentro da vila?Suas pernas tremiam enquanto ela corria em direção às escadas. Mas, assim que chegou ao último degrau, uma voz ecoou com firmeza.— Senhora, volte para o seu quarto agora!Era Deborah. Ela já estava no corredor, movendo-se como um escudo. Sua arma estava em punho, e seus olhos atentos examinavam cada sombra. Seu r
Dentro da Vila de Denovon.— Já é fim de semana —disse Emily, desanimada, soltando um suspiro. Ela ainda estava deitada preguiçosamente na cama, com o rosto afundado no travesseiro.— Por que você está infeliz por ser fim de semana? —perguntou Denovon da escrivaninha, com os olhos fixos no laptop enquanto seus dedos digitavam rapidamente no teclado.— Tenho trabalho para fazer na empresa. Não gosto de ficar em casa sem fazer nada —respondeu Emily sinceramente. Ela nunca gostou de ficar ociosa. Permanecer em casa só a fazia sentir-se presa e sufocada.— Talvez eu devesse ir para a empresa —acrescentou ela, sentando-se, com os olhos brilhando um pouco diante da ideia.— Você não vai a lugar nenhum —a voz de Denovon a interrompeu imediatamente. Ele nem sequer levantou o olhar do laptop.Emily franziu a testa, fazendo um leve bico.— Mas eu não quero ficar em casa —disse, infeliz, cruzando os braços sobre o peito como uma criança emburrada.— Você vai descansar hoje —disse Denovon gentilm
— Tem certeza de que não tem problema eu ir com você? —perguntou Vivienne a Leo pela enésima vez, com a voz baixa e nervosa enquanto ele dirigia.Já passava das seis da tarde. Ela tinha acabado de chegar em casa depois do trabalho quando Leo apareceu de repente, dizendo para ela se arrumar porque iria buscá-la. Ele disse que queria levá-la para a comemoração da família Rowland.— Claro que não tem problema. Eu não estou aqui com você? —respondeu Leo com um sorriso gentil, lançando-lhe um breve olhar antes de voltar a atenção para a estrada.Ele não conseguia entender por que ela estava tão nervosa, ainda mais do que ele. Ele já sabia como seus amigos reagiriam ao vê-la, mas, mesmo assim, não queria ir sozinho. Mason estaria lá com a esposa, Zayne estaria com Amelia, George estaria com Evelyn, e se ele aparecesse sozinho, o vovô Gregory não lhe daria um minuto de paz.— Mas é uma reunião de família e amigos —disse Vivienne baixinho, ainda inquieta.— Você não é uma estranha, Vivienne.
A Corporação Rowland estava calma e silenciosa enquanto os funcionários se ocupavam com suas tarefas.No escritório do presidente, Denovon Rowland estava sentado atrás de sua mesa, analisando o arquivo que George lhe havia entregue. Seus olhos percorriam cuidadosamente as páginas, concentrados em cada linha. George permanecia por perto, fazendo seu relatório em voz baixa e firme.— Então faremos isso —disse Denovon, um leve sorriso de canto surgindo em seus lábios após ouvir as palavras de George. Ele fez uma breve pausa, estreitando ligeiramente os olhos.— Mas vamos permanecer vigilantes, George.— Sim, senhor —respondeu George com um aceno de cabeça, embora ainda parecesse inquieto.Denovon devolveu o arquivo a George.— Traga o Sr. Joseph de volta para a empresa.George ficou paralisado, a hesitação evidente em seus olhos.— Mas... senhor? —começou, com a voz hesitante. Ele não gostava da ideia. O Sr. Joseph era o gerente responsável pelo projeto do prédio que desabou.— Traga-o de
Emily abriu lentamente os olhos para o brilho suave da luz da manhã que invadia o quarto. Estendeu a mão e encontrou o lado da cama de Denovon vazio. Sentou-se e pousou delicadamente a palma da mão sobre sua barriga ainda lisa — ela já conseguia sentir a vida que crescia dentro dela.— Você acordou —disse Denovon ao entrar no quarto. Ele já estava vestido com um terno de trabalho.Emily ficou surpresa ao vê-lo já vestido. Quando ele havia acordado? Como ela não tinha percebido? Seus olhos se voltaram para o relógio e se arregalaram — já eram nove horas.— Por que você não me acordou? —perguntou Emily, apressando-se para sair da cama e se arrumar para o trabalho.— Ei, devagar —disse Denovon, franzindo a testa ao ver a rapidez com que ela se movia.— E se você escorregar e cair?Emily parou imediatamente. Ela havia se esquecido de que agora precisava ter mais cuidado.— De agora em diante, tenha sempre cuidado. Você está carregando meu filho —disse Denovon com um sorriso enquanto caminh
Emily segurava a pequena sacola branca de medicamentos nas mãos enquanto saíam do hospital. O sol do fim da manhã banhava o mundo com uma luz dourada, quente e suave, como se a própria natureza quisesse compartilhar da felicidade deles.Denovon caminhava ao lado dela, segurando firmemente sua mão, seu corpo alto protegendo-a da leve brisa. Ele abriu a porta do carro para ela, ajudando-a cuidadosamente a entrar, como se ela estivesse carregando algo precioso demais para correr o risco do menor tropeço.Dentro do carro, Emily baixou o olhar para a sacola, sentindo o coração ainda palpitar. Vitaminas, orientações para repouso e uma lista de alimentos saudáveis recomendados pelo médico... tudo isso fazia a realidade se tornar ainda mais concreta. Ela estava realmente grávida. Uma vida estava florescendo silenciosamente dentro dela e, desta vez, era realmente sua carne e seu sangue.Ela virou o rosto para olhar para Denovon. Seu rosto estava calmo, mas seus olhos brilhavam com uma luz que
A viagem de carro decorreu em silêncio. Emily e Denovon estavam sentados no banco de trás, ambos a olhar pela janela enquanto o motorista fazia curvas suaves pelas ruas da cidade. Não havia qualquer constrangimento — apenas silêncio, daquele tipo que não precisava de ser preenchido com palavras.
Quando Emily entrou no restaurante, ouvia-se ao fundo o som suave de música clássica. Os seus olhos percorreram o local e foi então que o viu. Um homem alto estava de pé junto à grande janela, com uma mão no bolso e a outra a segurar um telefone junto ao ouvido. Vestia um fato escuro que lhe ass
Dito isto, virou-se e subiu as escadas. As pernas pesavam-lhe, mas estava decidida. Entrou no seu quarto — o mesmo quarto onde chorara, sonhara e trabalhara arduamente. Sem perder tempo, pegou numa mala e começou a fazer as malas. Apenas a roupa de que precisava, os seus documentos e o pouco din
O quarto estava silencioso quando Emily voltou a abrir os olhos lentamente. A cabeça latejava-lhe. O corpo doía-lhe. A luz forte acima dela fez-lhe apertar os olhos. Por um momento, não se lembrou de onde estava — até que tudo lhe voltou à memória. Charles. Julie. As mentiras. O bebé. Todos s






