Mag-log inMarcos não sabia o que fazer. O coração doía como se estivesse sendo apertado por dentro. Era tudo culpa dele, um pai inútil, que deixara os dois filhos sofrerem tanto.— Então está bem.Felipe assentiu.— Quanto à garantia, pai, não se preocupe. Finja que nada aconteceu. Eu vou resolver tudo.— Está bem.Felipe então olhou para Mônica. Sua voz saiu séria, sincera.— Tia Mônica, sinto muito pelo que aconteceu hoje. Esse assunto não tem nada a ver com o meu pai. A culpa foi minha.Mônica olhou para ele.Felipe já não tinha o mesmo brilho de antes. Desde que descobrira a identidade de Tati, ao menos uma coisa era verdade: ele queria compensá-la de algum jeito.— Você também está cansado. Vá para casa e descanse.— Está bem. Então peço que cuide da Tati por mim.— Isso eu já faria de qualquer forma.Felipe assentiu e não disse mais nada. Virou-se e caminhou para fora da mansão.Henrique também não ficou por muito tempo. Desceu os degraus, deu a volta no carro e entrou no banco do motorist
Leandro estendeu a mão antes que Tatiane alcançasse a taça novamente.— Beba um pouco menos.Ela não insistiu e deixou a taça sobre a mesa.Alguns convidados chegaram a se aproximar para cumprimentá-los, mas logo perceberam que havia algo errado. Bastou notar os semblantes fechados e a tensão ao redor do grupo para que mudassem de ideia e se afastassem discretamente.O salão estava deslumbrante, decorado com luxo e romantismo. O perfume das flores se espalhava por todo o ambiente.Ainda assim, nada ali transmitia a felicidade de um casal prestes a celebrar o noivado.De repente, toda aquela imponência fazia o lugar parecer menos um salão de festas e mais o cenário de uma sentença.Por volta das quatro e meia da tarde, Felipe recebeu uma ligação.Depois de ouvir o que diziam do outro lado, franziu a testa.Um dos seguranças desceu logo em seguida e se aproximou dele.— Sr. Felipe, a senhorita Karine machucou a cabeça.Depois de recobrar a consciência, Karine tentara tirar a própria vida
Eliane arregalou os olhos e fixou o olhar em Tatiane.— Os convidados ainda estão aqui. A senhora Eliane pretende simplesmente deixá-los esperando? Wesley fez questão de transformar esse noivado em um grande evento. Se ele não aparecer e a própria noiva também sumir, como a senhora pretende se explicar para a família Tavares depois?Eliane empalideceu.Ela entendia perfeitamente o que Tatiane estava fazendo.Virou-se para Felipe, mas ele permaneceu em silêncio, sem qualquer intenção de interferir. Nem mesmo diante do olhar insistente de Eliane demonstrou alguma reação.Henrique também se manteve impassível. Tatiane acabara de expor feridas antigas e o colocara em uma situação desconfortável diante de todos, mas ele não disse nada.Leandro avançou um passo e falou com frieza:— É melhor a senhora levar a Karine para o andar de cima.Tatiane já sabia por que Wesley não aparecera naquele dia. Por isso, pouco antes, deixara claro a Felipe que queria vê-lo.Agora, diante da própria mãe biol
Eliane o interrompeu:— Fabrício, não pergunte agora.Fabrício não insistiu. Aproximou-se da cama e ajudou Karine a se levantar.Karine quase não reagiu. Apenas se deixou amparar pelo irmão.Eles pegaram o elevador e desceram. O carro já os esperava na entrada lateral oeste.Eliane ajudava Karine a entrar quando uma voz soou atrás delas:— Sra. Eliane, vai embora com tanta pressa?Ao ouvir aquilo, Eliane ficou rígida.Virou-se de lado e olhou para trás. Uma figura saiu da sombra e caminhou em sua direção. Quando finalmente entrou na luz, a claridade iluminou seu rosto, mas não alcançou seus olhos.Era Tatiane.Ao vê-la, Eliane sentiu o ar faltar.Tatiane caminhou direto até as duas.Karine encarava a mulher à sua frente com raiva. O peito subia e descia depressa, e sua respiração já estava descompassada.De repente, Tatiane ergueu a mão.— Tati!A voz de Eliane saiu tensa, quase cortante.Mas Tatiane apenas tocou de leve o rosto de Karine.Pela primeira vez, alguma emoção apareceu em s
Tatiane caminhou até Eliane. O olhar dela pousou sobre a mulher sem revelar nenhuma emoção.Eliane não tinha para onde recuar. Com Tatiane se aproximando, só lhe restava encará-la.Mesmo sem demonstrar nada, Tatiane a fazia querer fugir.Ela parou diante de Eliane e disse, com a voz fria:— Sra. Eliane, eu vim falar com a senhorita Karine. Algumas coisas talvez ela não tenha explicado direito pelo telefone.Eliane entendeu tudo de imediato.Seu olhar vacilou, e ela não conseguiu sustentar os olhos de Tatiane por muito tempo.— A Kari não está se sentindo bem. Está descansando.Tatiane continuou olhando para ela.— Quando ela me ligou agora há pouco, a voz dela parecia bem firme. Não parecia alguém passando mal.Eliane desviou o rosto. Por um instante, não encontrou resposta. Se não fosse a empregada ao seu lado, talvez nem conseguisse continuar de pé.Então ficou calada.Os outros também permaneceram em silêncio, todos à espera da reação de Tatiane.— Nesse caso, vou esperar até ela de
Um medo tardio, difícil de explicar, apertou o peito de Eliane.Naquele instante, ela já não sabia como encarar aquele filho.Karine, recostada na cabeceira da cama, ouviu a empregada e endureceu sem perceber. Os dedos se fecharam com força sobre o lençol.— Leve-os primeiro para a saleta. Peça que esperem.— Sim, senhora.A empregada respondeu e saiu.Eliane se virou para Karine, segurou a mão da filha e disse:— Kari, descanse um pouco. A mamãe vai ver o que está acontecendo.Karine continuou de cabeça baixa, sem dizer nada.Eliane ligou para Fabrício e pediu que ele subisse para fazer companhia à irmã.Quando chegou ao andar de cima e encontrou a mãe, Fabrício disse:— Mãe, meu irmão veio.— Eu sei. Fique um pouco com a sua irmã.Fabrício assentiu.— Seja o que for, mãe, conversa com ele direito.Por aquele irmão mais velho, filho do primeiro casamento da mãe, Fabrício ainda sentia uma admiração enorme. Só que a relação entre Jorge e Felipe tinha chegado a um ponto em que ele não ti







