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Proibida no Ônibus
Proibida no Ônibus
Author: Velho Lobo

Capítulo 1

Author: Velho Lobo
Meu nome é Carolina. Sou jovem, casada, e sempre ouvi que meu rosto tinha um ar puro, quase inocente. O problema era o resto de mim. Meu corpo chamava atenção demais, mais do que o de muitas modelos por aí.

E uma mulher como eu, daquelas que fazem os homens virarem o pescoço na rua, tinha acabado casada com um marido impotente.

— Sua safada... Quer isso todo dia? Que homem aguenta?

Foi assim que ele falou antes de jogar um pepino grande na cama, mandando que eu me resolvesse sozinha, como se o problema fosse meu.

Eu só tinha desejos normais de uma mulher casada. Queria carinho, intimidade, pele. Mas, para ele, qualquer vontade minha virava exagero, quase uma ofensa.

A frustração foi se acumulando dentro de mim. Nas madrugadas silenciosas, eu ficava acordada, o corpo inquieto, as pernas apertadas uma contra a outra, tomada por uma ansiedade íntima que só piorava quando eu mais precisava ser tocada.

Mesmo assim, eu não tinha coragem de dizer nada pesado. Sabia que, muitas vezes, a impotência masculina tinha raiz psicológica. Se eu o ferisse demais, talvez ele se fechasse de vez.

Naquele dia, peguei um ônibus lotado para ir ao mercado. Queria comprar ovos de codorna, amendoim e catuaba, dessas coisas que o povo dizia que davam força para homem. Era uma tentativa meio desesperada, mas eu ainda queria acreditar que podia ajudar meu marido a resolver aquele problema escondido.

Esperei alguns minutos no ponto até conseguir me espremer para dentro do ônibus, levada pelo empurra-empurra da multidão. Assim que entrei, o cheiro de suor masculino e de gente amontoada veio direto contra mim, deixando meu peito ainda mais acelerado.

O ônibus estava cheio de homens. Alguns me olhavam sem a menor discrição, principalmente operários da construção civil, com roupas gastas, barba por fazer e braços fortes à mostra. Havia neles uma masculinidade bruta, sem polimento, que me deixava desconcertada.

A cada freada, meu corpo balançava junto com o veículo. Eu segurava a alça acima da cabeça, e esse simples movimento fazia minha cintura se alongar, minha saia subir um pouco, meus quadris se destacarem mais do que eu gostaria.

Os olhares acompanhavam tudo.

Alguns engoliam em seco. Outros cochichavam entre si, com sorrisos tortos e palavras sujas demais para fingirem inocência. Parecia que me despiam aos poucos, sem encostar um dedo em mim.

Homens assim eram diretos. Crus. Não faziam o menor esforço para disfarçar.

No calor abafado do ônibus, cercada por pele, respiração e desejo mal escondido, alguma coisa começou a se agitar dentro de mim. Era errado. Eu sabia que era. Ainda assim, meu corpo reagia antes que eu conseguisse controlar.

A brisa que entrava pela janela mexia de leve na barra da minha saia. Mordi o lábio e tentei conter aquela sensação incômoda entre as pernas, uma inquietação proibida que subia devagar pelo meu corpo.

Aos poucos, alguns homens foram se aproximando. Primeiro um passo. Depois outro. Quando percebi, estava cercada por todos os lados. Qualquer balanço do ônibus fazia meu corpo roçar em braços firmes, peitos largos, músculos quentes sob o tecido das camisetas.

Meu rosto queimou. Meu coração disparou.

Eu sabia o efeito que causava. Sempre soube. Só o meu marido parecia incapaz de me enxergar daquele jeito.

Mas era um ônibus cheio. Ninguém teria coragem de passar dos limites ali, no meio de tanta gente.

Tentei me convencer disso enquanto permanecia imóvel, sentindo meu próprio corpo exalar uma tentação silenciosa.

Mesmo assim, meus pensamentos escaparam.

"Quando será que vou saber como é ser levada ao limite pelo meu próprio marido?"

De repente, o ônibus freou com força.

Minha mão escorregou da alça, e meu corpo foi lançado para a frente. Antes que eu caísse, alguém me segurou pela cintura.

Virei o rosto depressa.

O homem atrás de mim devia ter pouco mais de vinte anos. Era alto, mais de um metro e oitenta, com traços marcantes e uma beleza quase agressiva. A camiseta preta colava no peito definido, mal escondendo a força do corpo por baixo do tecido.

— Quando pegar ônibus lotado, presta atenção.

Ele disse isso perto demais do meu ouvido. A voz baixa, misturada ao calor da respiração dele, fez um arrepio correr por mim inteira.

O cheiro dele era jovem, intenso, masculino. Meu corpo, traidor, amoleceu por um instante.

— Obrigada...

Percebi que ele olhava para o meu corpo com uma fixação difícil de ignorar. Não era um olhar qualquer. Era fome contida.

No segundo seguinte, o motorista pisou no freio outra vez.

O corpo forte atrás de mim veio contra o meu.

Talvez ele também não tivesse conseguido se segurar. Talvez tivesse sido só o movimento brusco do ônibus. Os passageiros começaram a reclamar em voz alta, irritados com o motorista, mas eu fiquei paralisada, quente de vergonha.

As mãos grandes dele continuavam firmes na minha cintura.

Ele firmou as pernas e pressionou a virilha contra a minha bunda farta, encaixando-se em mim sem deixar nenhum espaço.

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