Só quando o pequeno finalmente conseguiu virar de lado, Fabiano, por cima da roupa de isolamento, apoiou com a mão larga a parte de trás da cabeça dele com leveza.O menino ficou de bruços na cama, ergueu o rosto e olhou para Fabiano. Os olhos redondos se curvaram num sorriso, e a vozinha fraca e macia chamou:— Pa…— Uhum, eu sou o papai. — Fabiano acariciou a cabecinha dele e, em seguida, o pegou no colo.Ele tocou os dedinhos do menino, depois os pezinhos. O pequeno o encarou com os olhos enormes, agitou as mãozinhas duas vezes e logo deixou os braços caírem, sem força. Ele tinha uma expressão completamente perdida, sem entender por que não conseguia encostar em quem o segurava.Quando viu isso, Fabiano segurou a mãozinha dele e a levou, por cima da roupa de proteção, até o próprio peito.Talvez o pequeno tivesse sentido a batida forte do coração de Fabiano, porque um brilho surgiu nos olhos redondos.A voz macia, quase sem força, chamou de novo:— Pa… pa.Fabiano olhou para ele em
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