PONTO DE VISTA DE ROBINEle recompôs-se, fechou o fecho das calças e apertou o cinto. Eu conseguia vê-lo, na minha visão turva, enquanto ele permanecia de pé acima de mim no meu estado trémulo, a passar uma mão pelo cabelo. Teria ele ganho juízo?"Foda-se, por amor de Deus," rangeu ele, inclinando-se para me tirar do chão. Afastei-me num sobressalto, recuando do seu toque. "Robin." A voz dele era suave, calma, apaziguadora, mas não acalmava o meu estado miserável. Eu estava estendida, sem forças, segurando as pontas da minha camisa para cobrir a minha intimidade. Sentia-me fraca, dorida e barata. "Meu amor.""Não me chames a puta desse nome," grasnei a tremer, com o meu peito a subir e a descer espasmodicamente a cada respiração que dava, eu era um farrapo."Robin, perdoa-me. Amor," Ele fez outra tentativa fútil de me acolher nos braços, mas eu afastei a mão dele com uma bofetada."Não me toques, porra." Bastou isso para reunir a força adormecida, fechando os meus dedos minúsculos e d
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