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Cartão Roubado, Coração Traído

Cartão Roubado, Coração Traído

O hotel me ligou, informando educadamente que o preservativo utilizado na noite anterior não havia sido pago e que o valor já tinha sido debitado do meu cartão de associada. Fiquei atônita. Ontem trabalhei até tarde e nem sequer passei perto de qualquer hotel. Fui cobrar explicações do meu marido, a única pessoa que sabia o número do meu cartão de associada. Queria entender o que estava acontecendo. Felipe Carvalho me olhou com uma expressão confusa. — Amor, aquele hotel custa mais de dez mil por noite. Por que eu gastaria dinheiro lá? Deve ter sido um erro do sistema deles. Provavelmente alguém digitou o número do cartão errado. Amanhã, eu vou lá reclamar! Não perdi tempo discutindo com ele. A investidora do hotel é a minha melhor amiga, então liguei diretamente para ela. — Mariana, me ajuda a verificar com quem o Felipe se hospedou ontem à noite. Eu vou pegá-lo em flagrante!
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A Mulher Casada em Êxtase na Academia

A Mulher Casada em Êxtase na Academia

— Hmm… Vai mais devagar… A ligação do meu marido ainda tá aberta. Eu estava apoiada no chão, com o quadril bem erguido. Seguia as instruções do meu marido enquanto mudava de posição, provocante e obediente a cada palavra dele. Do outro lado da linha, o personal trainer segurava firme a minha cintura. Deu um tapa forte no meu traseiro. Guiado pela voz do meu marido, ele avançou com um movimento seco e decidido.
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Deixei um Cadáver Falso No Meu Casamento

Deixei um Cadáver Falso No Meu Casamento

“Srta. Castro, preparamos um corpo idêntico ao seu conforme solicitado e o entregaremos no local do seu casamento com o Sr. Martins daqui a dez dias.” Ao ouvir a confirmação do funcionário do outro lado da linha, a tensão que há dias apertava os nervos de Naiara finalmente começou a aliviar. “Ótimo, muito obrigada.” “Não há de quê, é nosso dever. Pode ficar tranquila, ninguém vai suspeitar desse corpo.” Com essa garantia, Naiara soltou um suspiro de alívio. Após confirmar novamente os detalhes para o dia da entrega do corpo com o funcionário, ela desligou o telefone e empurrou a porta da sala privada. O burburinho que antes preenchia o ambiente cessou instantaneamente quando ela entrou.
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Desta Vez, Estou Abrindo Mão de Vocês

Desta Vez, Estou Abrindo Mão de Vocês

No Dia das Crianças, a fofoca mais quente que circulava no Instagram envolvia o meu nome. A legenda da foto perguntava em tom de deboche: [O Leonardo levou o filho para comemorar o aniversário da sua eterna paixão. Será que ele finalmente vai pedir o divórcio para a Sandra?] Curti a publicação em silêncio. Quando o meu celular tocou, eu estava no meio da sala, estourando um por um os balões que havia comprado para comemorar o nosso aniversário de casamento. — Meu amor... — A voz do meu marido soava afobada do outro lado da linha, tentando armar uma desculpa esfarrapada para a sua atitude. — O nosso filho começou a chorar do nada, implorando para ir ao parque de diversões, por isso acabei... Ao fundo da ligação, consegui ouvir a risada cristalina do menino: — Papai, a Sra. Viviana disse que posso dormir na casa dela hoje! Encarei a bagunça ao meu redor. Os enfeites murchos pelo chão e a cobertura do bolo já endurecida pareciam zombar da minha cara. — Não precisa se explicar. — Respondi, com uma frieza que até a mim assustou. — Entendo tudo. "Pode ficar tranquilo, Leonardo", pensei, respirando fundo e aceitando a realidade. "Porque desta vez, estou abrindo mão tanto de você quanto do nosso filho."
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Morremos no Parto e Ele Só Pensava na Cunhada e no Bebê Dela

Morremos no Parto e Ele Só Pensava na Cunhada e no Bebê Dela

No dia em que a cunhada do meu marido, que morava sozinha, entrou em trabalho de parto, o meu marido me arrastou à força para o hospital para induzirem o meu parto, mesmo eu ainda estando só com sete meses de gestação. Ele me trancou na sala de parto, com a expressão tensa, e falou, desesperado: — Agatha Braga, o bebê que a Daise Diniz carrega tem uma doença raríssima. Se nascer assim, vai morrer logo que vier ao mundo. O médico disse que precisa do sangue do cordão umbilical e de células‑tronco especiais colhidas durante o parto pra salvar a vida dele! Meu irmão já morreu, eu tenho a obrigação de cuidar dela e da criança! Quando a agulha de dez centímetros para induzir o parto entrou no meu corpo, as contrações me rasgaram por dentro de um jeito que eu comecei a suar frio. No meio daquela dor, eu encarei o rosto dele e questionei, quase sem fôlego: — Eliel Paiva, a gravidez da Daise sempre correu bem. Como é que, de uma hora pra outra, o bebê dela tem uma doença tão rara? Eu é que precisei segurar a gravidez o tempo todo, e mesmo assim você quer que o nosso filho nasça antes da hora. Isso não é só acabar com a vida dele, é acabar com a minha também! Eliel franziu a testa, me segurou com força e me prendeu na cama do hospital: — Agatha, o médico já explicou. É só fazer o nosso filho nascer dois meses antes. Não vai acontecer nada com ele! Quando ele ouviu os gritos de dor da Daise na sala ao lado, pareceu se lembrar de alguma coisa. Me lançou um olhar cheio de desconfiança e disse: — Não vai me dizer que, só porque eu vivo cuidando da Daise, você quer aproveitar essa chance pra se livrar dela, né? Eu já te falei que só cuido dela por causa do meu irmão. Como é que você consegue ser tão cruel? Eu senti o sangue escorrendo por baixo de mim e comecei a chorar de desespero. Agarrei o pulso dele com o pouco de força que me restava e supliquei, com a voz quebrada, que, se ele poupasse o meu filho, eu aceitava o divórcio e deixava os dois livres pra ficarem juntos. Eliel me lançou um olhar impaciente, gelado, e respondeu: — Você está delirando. Eu sou o pai do nosso bebê. Como é que eu ia querer fazer mal pra ele? Quando o sangue do cordão umbilical do meu bebê e as minhas células‑tronco foram usados no bebê da Daise e o médico anunciou que mãe e filho estavam fora de perigo, só então o Eliel se lembrou de que também tinha uma esposa e uma criança esperando por ele em outra sala. Mas, quando ele empurrou a porta do meu quarto, não foi o choro do nosso bebê que encontrou. Sobre a cama, esperavam apenas dois pedaços de papel: as duas certidões de óbito: a minha e a do meu filho.
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Lágrimas que Nascem em Flor

Lágrimas que Nascem em Flor

O arquirrival do meu tio salvou minha vida duas vezes. Na primeira, foi no mar — um naufrágio, ondas violentas. Ele surgiu pilotando um jet ski e me tirou da morte certa. Na segunda, eu fui enganada. Puseram algo na minha bebida. Desesperada, dormi com o homem dez anos mais velho do que eu, o lendário herdeiro de Solmaré, Lourenço Monteblanco. Depois daquela noite intensa, o antigo mulherengo finalmente sossegou, e passou a ser só meu. Ele registrava, uma vez após a outra, meu corpo entregue ao desejo. Meu rosto queimava de vergonha, mas por dentro eu sorria — embriagada pela doçura de ser amada. Até que, do fim do corredor, vieram vozes soltas e sujas... — Lourenço, você tá se divertindo até demais, hein? — Aliás, imagina o Gilberto Marques sabendo que a sobrinha dele tá sendo comida há três anos pelo inimigo dele?
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A Secretária que Destruiu Meu Noivado

A Secretária que Destruiu Meu Noivado

No dia do noivado, eu e minha mãe ainda estávamos no carro esperando o motorista quando a secretária do meu noivo me mandou um vídeo. Na gravação, ela segurava uma loba de meia-idade pelos cabelos e descarregava tapa após tapa no rosto dela — dez, sem parar, alternando os lados. "Sophie Harlan, sua aproveitadora. Você não acha que só porque se fingiu de socialite e conseguiu um noivado com o Alfa Derek Holden, sua mãe pode entrar na casa dele e roubar o que quiser, né?" Mais um tapa. O rosto da mulher já estava inchado e deformado. "Gente do interior é tudo assim. Mão leve demais, sempre pegando o que não é seu." "Como secretária do Derek, estou aqui resolvendo esse problema no lugar dele." Abaixei o celular devagar. Do meu lado, minha mãe se olhava no espelhinho de maquiagem, ajeitando o colar com calma. Quando percebeu que eu estava olhando para ela, sorriu e deu um tapinha suave nas minhas mãos. — A alcateia Coroa de Espinhos é um desastre em negócios, mas, minha filha, o Derek é muito bonito. — Ela fechou o espelhinho. — Depois que fechar a aliança, eu e seu pai damos uma força pra ele. Vai ficar tudo bem. Franzei o cenho e reproduzi o vídeo de novo. As maçãs do rosto salientes. O coque preso com capricho milimétrico. E a pinta na orelha direita. Meu Deus. Aquela era minha futura sogra. Liguei na hora. — Vanessa, você sabe que é completamente idiota? Aquela mulher é a mãe do Derek! Ela riu, com um veneno que não se deu ao trabalho de disfarçar. — Para. O Derek já me contou tudo. Você é uma zé-ninguém que o pai dele forçou ele a noivar. Ele mal liga pra você. Sua parente não vale nada pra ele.
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De Esposa Ignorada a Mulher de um Magnata

De Esposa Ignorada a Mulher de um Magnata

Depois de dois anos sendo deixada de lado, Laís Jardim encontrou um preservativo feminino debaixo da cama do quarto principal. Foi naquele momento que ela entendeu, não era esposa de Yuri Henriques, mas a terceira pessoa entre ele e Cíntia Sales. O tio dela estava gravemente doente, e tudo o que ela pediu foi um remédio. Ele disse que tudo bem, depois jogou o assunto para a secretária. A secretária deu a Laís um remédio falso. No momento mais crítico, um visitante inesperado apareceu no quarto do hospital. O homem tinha uma aparência impecável e uma presença nobre, e se apresentou como amigo do primo dela. Mas Laís conhecia todos os amigos do primo, menos ele. Ele a acompanhou para procurar o remédio e fez com que ela não precisasse mais abaixar a cabeça para implorar a ninguém. Na noite do temporal, o prédio inteiro estava sendo tomado pela água. Ele a tirou da enchente nos braços, e a primeira coisa que disse foi: — Não tenha medo. Eu estou aqui. Tudo o que ele dizia sobre o futuro passou a ter um único nome: Laís. Ela não entendia por que um homem como ele, tão inalcançável, ficava ao lado dela como uma sombra. Laís perguntou a Vasco Saldanha: — O que você quer, afinal? Vasco arqueou a sobrancelha. — Quero que você passeie com o cachorro comigo todos os dias. Não pode faltar nem um dia. No dia do divórcio, quando ela saiu do cartório, ele estava esperando na entrada, segurando a guia do cachorro. Naquele instante, ela se lembrou de repente. No ensino médio, toda vez que ela ia procurar o primo, sempre havia um garoto frio, de máscara, parado ao longe. Ela achava que ele a odiava. Só agora ela entendeu... Ele não tinha coragem de olhar para ela. Tinha medo de que, com um único olhar, não conseguisse mais esconder o que sentia.
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Além da Linha

Além da Linha

— Professor… Por favor. Eu vim pra aprender a dirigir. Não pra isso. Ela era casada. Ele era instrutor de direção e, para piorar, amigo do marido. Durante as aulas, cada erro no pedal virava um pretexto para se aproximar. Cada correção vinha acompanhada de um toque que ultrapassava o necessário. Presa dentro do carro da autoescola, sem ter para onde ir, ela sentia a linha entre o certo e o proibido se desfazer minuto a minuto. Naquele dia, uma escolha errada, de roupa, de silêncio, de confiança, fez tudo escapar do controle. O espaço apertado, a respiração próxima demais, a tensão que já não dava mais para disfarçar.
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Claridade de Inverno

Claridade de Inverno

A velha amiga de infância de Valentim Leal, Dalila Travassos, voltou a ocupar o banco do carona. Dessa vez, não fiz escândalo. Fui direto pro banco de trás, sentando ao lado do melhor amigo dele, Guilherme Novaes. Com o carro sacolejando na estrada, meu joelho roçou na coxa firme e tensa do Guilherme. Não tirei. Ele também não se mexeu. Na parada do posto, Dalila arrastou o Valentim pro banheiro. Assim que as portas se fecharam, Guilherme segurou minha nuca e me beijou. Perdida naquele beijo quente e confuso, pensei: Desconfiar dos homens. Entender os homens. Virar um deles. Essa é a grande verdade.
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